Dados são apenas de Montenegro, onde é estimado que quase 18 mil trabalhadores vão receber a gratificação

Até dezembro, a estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é que a economia de Montenegro tenha um incremento de R$ 44,7 milhões com o pagamento do 13º salário aos trabalhadores do mercado formal. Devem receber o benefício 17.998 pessoas, índice próximo ao calculado para 2016 (17.803). Comparado com o ano passado, o valor teve um aumento de 4,8%, com acréscimo de R$ 2 milhões para este ano.
A maior parcela do montante a ser distribuído caberá àqueles que estão empregados na indústria de transformação, que assim ficarão com 39,2% do total; os empregados dos serviços receberão 28,2%; e os comerciários terão 12,9%.

Àqueles que trabalham na administração pública, será pago o correspondente a 12,6%. Aos servidores do município (1.958 ativos, inativos e contratados), a segunda parcela do 13º salário será paga até o dia 20 de dezembro e o valor corresponde a R$ 3,6 milhões. Os trabalhadores da agropecuária respondem por 4,8%; 1,0% para construção civil, 1,0% para serviços industriais de utilidade pública e 0,5% para aos trabalhadores da extração mineral.

Em termos médios, o valor do 13º salário pago ao setor formal corresponde a R$ 2.486,50. A maior média deve ser paga para os trabalhadores da administração pública (R$ 3.561,40) e o menor 13º salário foi verificado para os trabalhadores do setor do comércio (R$ 1.697,40).
Para o cálculo, o Dieese considera todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado que trabalhavam em dezembro de 2016, acrescido do saldo do Caged do ano de 2017 (até setembro). Pela indisponibilidade de informações, não foram considerados os trabalhadores domésticos, pensionistas, aposentados e servidores de regime próprio.

Não foram levados em conta também os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

Sul é a segunda região com maior valor pago
No País, o valor que deve ser injetado na economia é de R$ 200 bilhões até o próximo mês. A soma equivale a aproximadamente 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação. Em média, a renda do trabalhador receberá um acréscimo de R$ 2.251,00.

Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva do 13º salário (49,4%) deve ficar nos estados do Sudeste, que concentram a maior parte dos empregos formais, aposentados e pensionistas. No Sul do país, devem ser pagos 16,2% do montante, enquanto ao Nordeste serão destinados 15,9%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte irão, respectivamente, 9,0% e 4,7%. Importante registrar que os beneficiários do Regime Próprio da União respondem por 4,9% do montante e podem estar em qualquer região do país.

Os dados apresentados pelo Dieese levam em consideração as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram usadas nos cálculos informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Renata vai guardar o dinheiro para depois comprar uma moto

Tendência do consumidor é ser cuidadoso
Julia Couto Scotto, de 22 anos, e Renata Pedroso, de 25 anos, serão beneficiadas com o 13º salário. Mesmo ainda jovens, elas sabem o valor que o dinheiro extra no fim do ano representa. O investimento das duas será em ações que agreguem valor, tragam conhecimento e sejam duráveis.
Renata conta que, em anos anteriores, nem via onde o dinheiro ia parar. “Gastava em bobagens”, revela. Este ano, ela fará diferente. “Vou guardar e juntar com o dinheiro das minhas férias para poder dar entrada em uma moto”, planeja.

Julia afirma que prefere investir em algo que traga conhecimento

Da mesma forma, Julia que, apesar de não receber o valor integral, já que está a apenas seis meses no trabalho novo, irá destinar o valor para pagar a primeira habilitação. “Acredito que se tem esse valor para vir, é bom investir em algo que te agregue conhecimento”, pondera. Estudos também apontam que muita gente usará o dinheiro para a quitação de dívidas feitas ao longo do ano.

DIANI Carol dos Reis

Lojas já preparam promoções de Natal
Gerente de uma loja de departamentos, Diani Carol dos Reis diz que, neste ano, as promoções, entre produtos de cama, mesa, banho e camping, irão surpreender os clientes. “Estamos nos preparando, aumentando a equipe, até contratando temporários para dezembro para atender essa demanda maior”, afirma. “Temos investido também em promoções, para que o pessoal possa aproveitar o 13º para comprar bastante e gastar pouco”, acrescenta.

JEAN Carlo Pires

Jean Carlo Pires, gerente de uma loja de som e imagem, afirma que, no fim de ano, já é tradicional a loja fazer promoções, como a Black Friday, Natal e Ano Novo. “Percebemos que a primeira parcela já está sendo paga, portanto reforçamos a equipe para darmos conta do movimento, que tende a aumentar, além de sempre motivarmos a equipe”, destaca ele, que aposta nesse atendimento como sendo um dos fatos que contribuem para a fidelização dos clientes.

Apesar da recessão e o consumidor estar mais cuidadoso na hora de gastar, Jean afirma que 2017 foi melhor que o ano anterior em vendas. “Percebo que não há crise. A crise que vejo é o atendimento. O cliente questiona muito o atendimento e investimos em atender bem e fazer com que o consumidor saia daqui satisfeito”, reforça.

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