Quando Mardônio, general Persa, invadiu a Grécia, recebeu uma dica: para conquistar a Grécia, mande dinheiro às pessoas de destaque. Vão abraçar sua causa e com elas vais dividir o país e subjugar os contrários.
A divisão do Brasil, e a consequente destruição de sua indústria, do pré-sal, das estatais, passa por esse ensinamento escrito há 2400 anos. As coisas pouco mudam. Está no Eclesiastes: “O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.”
O “eterno retorno” do mal, não importando o quanto o bem avance, espanta. Vira e mexe a História nos recoloca nas mesmas velhas encruzilhadas. Se a vida e seu andar para o futuro dependem de nossas escolhas, sempre há uma geração que escolhe o atraso, obrigando a próxima a buscar o que se perdeu.
O papel de cada um, dentre os muitos que a vida pede, é construir a sociedade mais humana possível. Não se imagina alguém lutando para tornar a sociedade mais perversa e sanguinária. Mas estas pessoas existem.Temos visto como ganham cada vez mais voz e espaço graças à democratização da informação que a internet proporciona. Ou seja, usam uma plataforma democrática, criada pela ciência para condenar a razão, propagar o desumano, a burrice e a perfídia do obscurantismo.
A História não ensinou nada a quem só olha para traz; a quem vê nos ensinamentos retrógrados, misóginos e xenófobos do Levítico valores para o século XXI. Não é prudente dar passos que não permitam retorno. Quando a própria Justiça não se atem aos autos do processo e opta por fazer jejum e rezar, colocando-nos no mesmo patamar do fundamentalismo talibã, então a polarização do ódio chegou ao limite.
O Direito Ocidental, criado nas melhores escolas do mundo, no Brasil está sucumbindo aos valores da Idade Média. Estamos à beira de queimar simples desafetos em fogueiras erguidas em praças públicas.
Em 1989, o Brasil elegeu um meliante como se fora um messias. Rapidamente, Collor de Melo demonstrou que era uma ave de rapina que mais não queria do que dilapidar o patrimônio público. Foi cassado por um Congresso porque não o comprou. Temer, ao contrário…
Estamos prestes a repetir a História, como previu o Eclesiastes. Um novo maluco para por em prática as maluquices de alguns. Em nome de uma guerra contra bandidos, qualquer um de nós poderá ser um bandido a ser exterminado. E as sobras do Brasil serão vendidas pelo Mardônio de nossos dias, com o dinheiro de nossos próprios impostos.
Recebemos o ódio que se encerra em nosso peito juvenil, o que não nos permite ver que nosso querido símbolo da terra, nossa amada terra do Brasil, está sendo expoliada por aqueles a quem elegemos e delegamos o melhor de nós.
E a liberdade, que sempre foi nosso templo, está se tornando nossa maldição. Em nome dela, não respeitamos mais nada nem ninguém.
Quando Tróia caiu, Helena, que tudo tinha causado por conta de seus caprichos, a morte de milhares de pessoas e a destruição de uma cidade, voltou para o marido e viveu e reinou com esplendor. Não há prosperidade sem paz e líderes que não a pregam só deixam cadáveres como herança.
Quando esse tempo passar; quando o Brasil sucumbir ao ódio reinante, as gerações futuras dirão: não aprenderam nada com a História. Estamos sendo os selvagens da vez. Será difícil reconstruir a civilidade sobre a terra arrasada. Estamos perdendo tempo e, talvez, vidas.

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