Patrícia, Franz, escritora, carta, de, intenções, crônica

Posso garantir que possuo larga experiência; Todo Mundo é capaz de dar referências, pois já contou comigo em vários momentos da vida. Agora estou aqui, me oferecendo para passar um tempo com você, que anda tão desanimado.
Já atuei em hospitais, participando de nascimentos, doenças, curas e despedidas. Sabe aquela sensação de que a vida segue? Pois é; sou eu que forneço. Também atuei em aeroportos, empresas, escolas…
Sobre partidas, sou especialista: quando a vida, ou a morte, levar alguém para longe, serei a responsável por lhe tirar da cama e distrair seu pensamento com outra coisa. Fazer sorrir até, se você deixar eu ajudar.
Trago aqui comigo um bilhete, com uma recomendação de alguém que me dispensou cedo demais, Augusto dos Anjos:
“… não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença
Vão-se os sonhos nas asas da Descrença…”
O poeta tem razão, sou incansável. Mas serei sincera: há os que dizem que sou um pouco devagar; indico, se houver interesse, ou necessidade, que procuremos por Paciência. Trabalhando juntas somos imbatíveis em casos como o seu. Confie em mim.
Tenho cursos em diversas áreas. Dar a volta por cima, superar traições e injeções de ânimo são os meus fortes. Recebi menções honrosas em matéria de seguir adiante, buscando dias melhores.
Confesso que não estudei no exterior; minha especialização foi feita aqui mesmo, no Brasil, pois nosso país possui o melhor material humano disponível na minha área desde que os vírus da corrupção e da intransigência foram disseminados entre o povo. Fui treinada para fugir de manchetes trágicas e conversinhas sobre a desgraça alheia.
2018 recém começou e acredito que eu seja credenciada a ficar ao seu lado, lhe impulsionando para enfrentar tudo o que vem pela frente. Vamos cultivar Confiança, Fé e muitos Sonhos! Talvez, então, você possa dispensar o Sal Grosso, os Trevos e todos os outros que sempre foram paliativos e ineficientes.
Esta não é uma carta daquelas que a gente escreve no início de cada ano e depois esquece no meio de um livro que nunca vai ler; uma carta com uma lista interminável de vontades, da qual a gente só vai lembrar quando se der conta de que realizou quase nada. Esta é uma carta de intenções, um compromisso, e o meu é acompanhá-lo a partir de agora, por muito tempo.
Ah! Meu nome? Esperança.
Fechamos contrato?

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