Estamos acompanhando o início da caminhada de Jesus e o evangelista Marcos nos presenteia com vários acontecimentos que O colocam em comunhão com as diferentes situações humanas.
Após o fato de Jesus na Sinagoga expulsar um espírito mau e de curar vários doentes e expulsar demônios, nos deparamos com o encontro D’Ele com um leproso. A partir da lepra encontramos a experiência da exclusão e do abandono daquele que sofre de tal doença, muito ligado a lei da impureza como conseqüência do pecado.
A experiência humana mais sofrida e dolorosa é o sentimento de abandono. Sentir-se só, distante de tudo e de todos, é uma ferida existencial que machuca e adoece o ser. No tempo de Jesus muitos sofriam de tal realidade, inclusive ligada a questão da fé e da religiosidade. A lei do impuro colocava muitos à margem do convívio, seja social ou religioso.
Neste próximo domingo veremos no evangelho o encontro do leproso e Jesus. Chama nossa atenção o fato de que este homem tem consciência do poder do Senhor. “Se queres, tens o poder de curar-me”. Ele sabe da capacidade que existe em Jesus Cristo de devolver-lhe a saúde física, mas muito mais que isso, ele quer ser reintegrado à convivência humana, ou seja, sentir-se parte da comunidade.
Para muitas pessoas que sofrem discriminações ou julgamentos legalistas, acima da dor e do sofrimento da situação vivida, está o fato de não mais sentirem-se parte do todo, tendo a rejeição dos outros como impedimento de viver em comunhão. Somos criados para viver em relação, em comunidade, não de forma isolada e solitária. Logo, numa sociedade excludente, os mais frágeis acabam fazendo a experiência da discriminação e do não valor.
Com Jesus esta situação ganha nova “roupagem”. Ele foge da lei e do rigorismo excludente, para trazer para perto do povo a dimensão da acolhida e do ser. A pessoa ocupa o lugar da lei, portanto, Jesus não admite que o ser humano seja vítima de regras criadas pelo homem que favorecem alguns e excluem uma grande maioria. Diante do pedido do leproso, Jesus não se importa com a regra nem com o contágio da impureza, mas de forma decidida responde: “EU QUERO”. Jesus quer o homem por inteiro, como nos diz Santo Irineu: “A glória de Deus é o homem todo e todo homem”.
Desse modo, somos chamados a nos tornarmos uma comunidade mais fraterna, acolhedora, inclusiva. Cada um, na sua particularidade, deve sentir-se parte do nosso grupo, e mesmo não preenchendo a base das leis da fé, sinta o calor humano que aproxima, toca e abraça.
Senhor, ajuda-nos a sermos acolhedores, colocando sempre o ser humano acima de toda e qualquer lei humana, amém.
Pe. Ricardo Nienov – Pároco
Programação:
10/02 – 15h30 – missa no bairro Bela Vista
17h – missa na comunidade N. Sra. Aparecida – Muda Boi
17h – missa na comunidade São Pedro – Potreiro Grande
18h – missa na comunidade N. Sra. Aparecida – Assentamento
19h – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
11/02 – 8h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
10h – missa na comunidade Santo Antônio – Aeroclube
10h – missa na comunidade Menino Jesus de Praga – Trilhos
1h – celebração na CRER
19h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
14/02 – 19h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva c/ imposição das cinzas e abertura da CF: 2018 – “Fraternidade e Superação da Violência”

Deixe seu comentário