Nunca se ouviu falar tanto sobre crianças agitadas, crianças desatentas e crianças com dificuldades em coordenação motora fina.
Algumas crianças parecem que estão sempre com a pilha carregada. Porém, nem sempre criança agitada e desatenta tem Transtorno de Atenção e hiperatividade. A hiperatividade infantil é um transtorno de comportamento de origem neurológica. Geralmente tem sua origem hereditária.

Apresenta dificuldade para prestar atenção, distrai-se facilmente com coisas sem importância, pode mostrar-se ansiosa, comportamento social por vezes indiscreto, relaciona-se com facilidade e na maioria das vezes é muito inteligente e criativo, dando-se muito bem naquilo que lhe interessa.

O aspecto dele se sair bem no assunto que lhe interessa, confunde muito os pais, pois não aceitam que consiga ficarem horas num joguinho do celular e não conseguem fazer com sucesso os temas de aula. O caso é que a criança consegue concentrar seu interesse, como se fosse um foco forçado em busca do prazer. E é real não conseguir concentrar-se nas atividades de aula. Qualquer borboleta que passa fora da janela é motivo para seguir seu voo e desligar-se das atividades que lhe são enfadonhas. Muito embora tenha capacidade cognitiva para tal.

O diagnóstico para TDA/H só pode ser definido aos sete anos de idade. Quando se supõe que haja maior maturidade neurológica necessária para a alfabetização coerente e evolutiva. Tanto na escrita como na leitura. Quando a criança está apta para ficar mais tempo sentada, prestar atenção, obedecer a ordens simples.

Nem toda criança que tem Transtorno de Atenção é hiperativa, mas toda criança hiperativa é impulsiva e imediatista.
O diagnóstico é feito por especialistas baseado em testes psicológicos, neurológicos e em observação tanto dos professores como da família. Os marcadores biológicos são importantes visto que é alto o índice de influência da hereditariedade.

A criança com este transtorno sofre, pois está sempre sendo criticada, pressionada e embora tenha capacidade de acompanhar o conteúdo escolar não consegue corresponder às expectativas do seu meio. Na maioria das vezes estas características o seguem para a vida adulta.

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