Segundo um estudo do Instituto Patrícia Galvão, os crimes sexuais cometidos por desconhecidos representam cerca de 25% das ocorrências. Nos outros 75%, o agressor é do convívio da vítima: pai, padrasto, namorado, amigo, marido. A violência pode ser de vários tipos: física, emocional, verbal e psicológica.
As idades das mulheres abusadas são as mais variadas. Desde crianças até a vida adulta quando são abusadas e estupradas por seus maridos e companheiros. Os meninos e adolescentes também se encontram nestas estatísticas vergonhosas. Sendo que, na infância e na adolescência são as etapas de maior vulnerabilidade.
As várias faces do crime.
Na infância e na adolescência o perfil do agressor geralmente é de pessoas conhecidas da família e da vítima. A criança abusada não tem clareza do que está acontecendo nem autonomia e informação suficientes para buscar ajuda. Por vezes a mãe faz vistas grossas, por medo de perder o parceiro. Imaginando que a criança logo esquecerá tudo. Pelo contrário, criança abusada pode trazer sequelas para o resto da vida.
Na adolescência não é muito diferente, às vezes o jovem sofre bulling e pode ser seviciado por colegas ou um grupo deles com requintes de agressão e humilhação. Estes abusos podem destruir a vida sexual e emocional do jovem e em sua vida adulta.
Outro tipo de abuso acontece durante trotes universitários ou festas onde as bebidas alcoólicas prejudicam a censura e uma palavra tipo: não quero transar: me respeita: para com isto. Não são atendidas. Ou ainda abusar de uma pessoa visivelmente alcoolizada ou drogada.
O estupro marital é mais comum do que se imagina. Geralmente o marido obriga a mulher a realizar suas fantasias independentes do consentimento da companheira. Muitas vezes de maneira agressiva e humilhante, sob ameaça emocional ou econômica.
Estes crimes são os menos relatados, não só porque as esposas dormem com o inimigo e estão emocionalmente envolvidas com ele sujeitas a represálias, mas principalmente porque as autoridades não costumam dar créditos aos relatos.
O importante é não se calar e ficar atento aos sinais especialmente nas crianças e nos adolescentes. Observar as mudanças de humor, afastamento social, angustia, evitação de algum familiar, mesmo este sendo próximo da família.

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