“O privilégio de sua vida é ser quem você é.” Joseph Campbell
Muito se fala em autoestima, valores que damos a nós positivos ou negativos. O processo de educação muitas vezes condiciona o amor que temos por nós ao sucesso que obtemos e nos impede de nos querermos bem apenas por aquilo que somos.
Para ser saudável, toda relação de amor começa pela autoestima. Quem não se ama, como poderá amar outra pessoa? O sentimento de amor próprio pode ser desenvolvido assim como a capacidade de amar.
O amor é um sentimento natural e amar uma pessoa, uma construção íntima. Quando desenvolvemos amor por alguém, tal situação envolve um desejo por nossa parte e uma aceitação deste desejo. É um processo que desenvolve todo nosso ser. Inclui nossos sentimentos mais íntimos, mais primitivos, nossos instintos, nosso corpo. Amar uma pessoa é um envolvimento de corpo e alma.
Desde a infância, a criança vai sendo cobrada a se disciplinar. Tal cobrança pode ser sentida por ela como se fosse falta de amor dos pais.Desta forma passará a sentir que só terá amor se tiver sucesso. Sucesso e aplausos.
Para mudar a situação da baixa autoestima, o melhor instrumento a que dispomos é a tolerância, que nos é ensinada pelo amor. Ela nos ajuda a lidar com os erros desmistificando os falsos valores aprendidos que nos impõe o sucesso como condição para gostarmos de nós mesmos.
Quando aceitamos a ideia de desenvolver uma capacidade para tolerar nossos erros percebemos que esta atitude reforça a autoestima a qual por sua vez, contribui para aumentar a tolerância, gerando um círculo virtuoso que melhora de modo contínuo a relação que temos conosco.
A baixa autoestima ou menos valia são aspectos da personalidade que muitas vezes bloqueiam ou engessam a criatividade e o desejo de evoluir. A pessoa se sente impedida de se arriscar e acreditar em seu potencial.
Pessoas com este sentimento necessitam, as vezes, de ajuda profissional para superar seus conflitos que muitas vezes estão agarrados em conflitos primitivos e inconscientes.

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