As pessoas estão cada vez mais carentes de contato, de afeto sincero e, porque não dizer, estão carentes de relações mais completas.
As promessas de amor eterno, das certezas das escolhas feitas na adolescência, mudaram com o passar dos anos.
A liberdade tanto na expressão dos sentimentos como do uso do corpo de forma menos complicada, facilitou sobremaneira a mudança de atitude nos dias atuais.

Porém, com toda a liberdade e facilitação de contatos, desde o uso da internet como salas de bate papo e encontros, assim como bares de adultos, muitos sofrem com as escolhas, sejam elas a primeira ou uma de muitas.

Porque as pessoas se amam ou pensam se amar de forma tão diferente? Que tipo de atração teriam os seres humanos em relações afetivas que os fazem sofrer ao invés de procurarem felicidade mútua!

Muitas vezes as relações amorosas são difíceis e complicadas, porque cada parceiro traz uma carga de vivências e experiências de sua família de origem. Na maioria das vezes, as relações novas que se formam a partir destas famílias tendem a repetir modelos, sejam eles os positivos como os negativos.
Como os modelos e famílias são diferentes, há divergências e dificuldades em aceitar o outro como é. A inveja vem desde os tempos bíblicos. Já Caím e Abel se destruíram devido à competição e desejo de preferência frente ao olhar do pai.

Muitas vezes um parceiro não pode conviver com a alegria, com o prazer e o sucesso do outro. Mesmo que a seu modo, o ame.
Neste caso fica o questionamento, será que uma relação de competição e brigas constantes é amor ou é necessidade. Necessidade de estar junto para controlar, brigar e, muitas vezes sem se dar conta destruir o outro.

Por outro lado, porque alguém que deseja ser feliz se une a uma pessoa que na maior parte das vezes, mesmo de forma indireta favorece a destruição? Na maioria das vezes está relacionado à experiência pessoal da cada um. O quanto se ama e se valoriza. Está relacionado com a auto- estima, com o amor próprio.

Ás vezes se diz que alguns casais estão “unidos pela briga”. Tudo o que sugere mudanças, inclusive para o melhor é sentido como insegurança e ameaça. Ambos inconscientemente se boicotam, necessitando um do outro para extravasar suas frustrações e agressões.
Portanto numa relação afetiva, é necessária constante vigilância para avaliar o rumo e a qualidade de afeto.

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