Em qualquer cidade que respeita os seus munícipes, existem regras de convívio que precisam ser respeitadas. E a limpeza das ruas faz parte deste contexto. Quem conhece um pouco da história do Brasil sabe que, há menos de 150 anos, os dejetos humanos eram carregados nas ruas pelos escravos, em grandes vasos de argila, até rios e arroios. Os banheiros sanitários mesmo, em alguns grotões, chegaram há menos de 30 anos. E, apesar do lixo urbano ainda ser um grande problema, estamos evoluindo no sentido de construir “aldeias” mais limpas e organizadas. Montenegro dará mais um importante passo nesta direção hoje à noite, com a votação do projeto de lei que proíbe a colocação de anúncios e propagandas, por qualquer meio, junto ao mobiliário urbano, pregados ou pendurados em árvores das vias públicas, logradouros ou nos postes telefônicos ou de iluminação, em tapumes, muros e fachadas. A bem-vinda iniciativa é do vereador Cristiano Braatz (PMDB) e deve ser aprovada com facilidade pelos seus colegas.

Resgate – Na verdade, Montenegro já teve uma legislação semelhante, proposta, na época, pelo pai de Cristiano, o então vereador Roberto Braatz. Ocorre que, na criação do novo Plano Diretor do Município, na gestão Paulo Azeredo, este ítem ficou de fora, o que está sendo corrigido neste momento. Em boa hora.

Penalidades – Na prática, a proposta do vereador Cristiano apenas acrescenta ao Código de Posturas mais uma conduta vedada, cujo desrespeito poderá ser punido com multas e apreensão dos materiais. Segundo a lei, as penalidades vão de 50 a 5 mil Unidades de Referência do Município (URMSs), ou seja, de R$ 167,55 a R$ 16.755,00, dependendo da gravidade do caso.

Votos garantidos – Na Câmara, a aprovação do projeto é dada como certa. Os integrantes da Comissão Geral de Pareceres já deram seu aval. São eles Erico Velten (PDT), Felipe Kinn da Silva (PMDB), Josi Paz (PSB), Talis Ferreira (PR) e Neri de Mello Pena (PTB). Somando estes votos ao do autor, são seis dos dez integrantes do Legislativo favoráveis. A matéria, porém, ainda precisará da sanção do prefeito.

Meio Ambiente – Além da poluição visual que os cartazes provocam, existem outros efeitos que a maioria das pessoas parece não perceber. O mais grave é que os papeis e as faixas, com o tempo e as alterações no clima, vão para o chão, de onde são empurrados para a tubulação do esgoto, ajudando a entupir os canos. Nas chuvas mais fortes, esta obstrução reduz a vazão e provoca alagamentos. E as principais vítimas das inundações não são aqueles que usam os postes e muros de forma equivocada e abusiva.

Calamidade
Com apenas um funcionário trabalhando e ainda em horário reduzido, o prédio do Ipe se tornou um enorme elefante branco no centro da cidade. Se o Instituto de Previdência do Estado não tem condições nem de cortar a grama e de podar as árvores do entorno, por que não o coloca à venda? Na situação de abandono em que se encontra, em breve terá de ser interditado devido ao avanço da degradação. Desperdício absurdo!

Rapidinhas
* Muita gente reclama que a cidade está abandonada e alguns até têm uma certa razão, mas verdade seja dita: fazia tempo que não havia tantas equipes da Prefeitura na rua cortando grama e enfrentando o mato.
* A falta de manutenção da BR 386 pelo Dnit é flagrante. No trecho entre Montenegro e Nova Santa Rita, buracos e calombos tornam o trânsito cada vez mais perigoso. Há quem suspeite que o objetivo é deixar a degradação aumentar para justificar a entrega logo à iniciativa privada.
* Com eleições marcadas para outubro, algumas lideranças começam a se organizar para buscar apoio a candidaturas para a Assembleia Legislativa. Paulo Azeredo (PDT), Joel Kerber (PP) e Talis Ferreira (PR) são alguns dos nomes citados. Onde há fumaça, normalmente, há fogo.
* Assim como não conseguiram organizar uma promoção de Natal e nem um Liquida Montenegro, comerciantes da cidade também não foram capazes de promover uma Feira do Material Escolar. Todos os anos, os montenegrinos levam milhões para outras cidades por causa dessa falta de união.

Rotativo
Esta semana, em reunião na Câmara, o chefe de gabinete do prefeito, Edar Borges Machado, garantiu que, nos próximos dias, deve ser concluído o projeto de instalação do estacionamento rotativo pago. A ideia é contratar uma empresa que administre a Faixa Nobre e faça os investimentos necessários, já que a Prefeitura não tem dinheiro. Pelo menos 12 guardas municipais deverão ser destacados para a missão de garantir o pagamento pelo uso do espaço nas ruas. Se o edital for publicado em março, a operação pode iniciar ainda no primeiro semestre deste ano.

Sem seguro – Nas redes sociais, a ideia de pagar para deixar o veículo nos pontos de maior fluxo desagradou a alguns motoristas. Entendem que, havendo cobrança, a Prefeitura precisa se responsabilizar por furtos e eventuais danos. Não vai rolar. As taxas visam estimular as pessoas a deixar os veículos em ruas secundárias e andar um pouco. É bom para a saúde.

Sem respaldo – Esta poderia ser uma página virada em Montenegro se, quando o Lar do Menor explorava a Faixa Nobre, a Administração tivesse dado respaldo à entidade. Na época, eram necessárias mudanças na lei que permitissem o guinchamento dos carros “inadimplentes”. Em setembro de 2014, o governo de Paulo Azeredo achou melhor acabar com a cobrança. O resultado todos conhecem.

Representantes
Segunda-feira, ao divulgar os montenegrinos que integram o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí, esquecemos alguns nomes. Além de Rafael Altenhofen (vice-presidente) e do vereador Cristiano Braatz, também integram a organização Elisa Schoenell (secretária-executiva), Rafael Almeida (secretário de Meio Ambiente), Hedi Thomsen (do Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural), Caroline Kothe (da Universidade de Santa Cruz do Sul) e Cristiane Isabela da Costa (Sindiagua).

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