A interdição do Morro São João para o acesso por veículos completou inacreditáveis sete anos no dia 6 de maio. Desde que uma tempestade provocou deslizamentos e levou parte da estrada, só é possível chegar ao topo com um mínimo de segurança a pé. A situação em si já é lamentável, porque deixa clara a falta de interesse e de cuidado com o nosso principal símbolo. Mais grave, porém, é o fato de que lá está situada a maioria das antenas que garantem sinais de telefone, internet, rádio e TV para a comunidade montenegrina. A manutenção dessas torres é prejudicada pelo difícil acesso. Nestes sete anos, a Prefeitura já gastou em torno de R$ 60 mil em estudos sobre o que precisa ser feito. Em 2016, foi anunciado que o investimento necessário teria de ser superior a R$ 2 milhões. Sem dinheiro, a solução ficou no campo das boas intenções, daquelas que, como todos sabem, lotam o inferno.

Visão – A estrada que dá acesso ao topo do Morro São João, batizada de Cláudio Kranz na década de 90 em homenagem a um importante defensor do meio ambiente, foi construída no governo de Hélio Alves de Oliveira, em 1967. Por algum tempo, chegou a funcionar um restaurante lá em cima, casualmente um período em que se falava muito menos em turismo do que hoje. Nossos antigos governantes, estes sim, eram visionários de verdade.

Sem iniciativa – De fato, R$ 2 milhões é muito dinheiro e até seria demais esperar que a Prefeitura desviasse tamanha verba de outras áreas. Mas sete anos é tempo mais do que suficiente para elaborar um bom projeto e captar recursos em Brasília. A menos que a Administração Municipal não tenha interesse em recuperar a estrada. Neste caso, porém, deve ser honesta e dizer isso à população.

Pão-duro – Como as empresas de telefonia, internet e radiodifusão são as principais usuárias do Morro, era natural esperar que elas ajudassem a reconstruir o acesso. Algumas reuniões ocorreram com este objetivo, mas ninguém se dispôs a colocar a mão na carteira. Em caso de apagão dos serviços, é a população que vai pagar pela omissão do poder público e da iniciativa privada.

Novas regras na velha política
As denúncias de irregularidades na campanha do PP à Prefeitura de Montenegro em 2016, trazidas a público pelo ex-apoiador André Ferreira da Silva, estão motivando mais pessoas a falarem. De outros partidos, inclusive. Há indícios, por exemplo, de aspirantes à Câmara que receberam envelopes de dinheiro não contabilizado durante evento na Praça Rui Barbosa. Também a “locação” de CPFs para “esquentar” doações irregularidades de empresas teria sido uma prática corriqueira, assim como o pagamento de “mensalinhos” pelos partidos a pessoas para fechar as nominatas à Câmara.

Antes tarde… – É possível que muitas destas práticas tenham de fato ocorrido. Porém, denunciá-las agora não tem grande validade para uma eventual modificação nos resultados do pleito e revela, principalmente, que houve conivência de quem resolveu abrir a boca somente agora. De qualquer forma, é importante reunir provas e jogar este “conteúdo orgânico” todo no ventilador. Pelo menos a população saberá em quem está confiando. Para não repetir o erro.

Bovinos – Nas redes sociais, estão até dando nomes aos “bois”. Sem provas, dá ação por danos morais com toda certeza.

Montenegrinidad
O prefeito Kadu Müller recebeu um pacote de café como “regalo” do chefe do Executivo de Montenegro, na Colômbia. Já faz algum tempo que os dois vêm dialogando na construção de um intercâmbio. Kadu foi convidado, inclusive, para participar da Semana de La Montenegrinidad, que ocorre em julho, com iniciativas culturais e econômicas de divulgação daquela cidade.

Lições – O prefeito ainda não anunciou se aceitará o convite, mas talvez seja bom conhecer a cidade “co-irmã”. Quem sabe, eles não têm algo a ensinar por lá sobre a organização de eventos para divulgar as potencialidades do Município? Nesta área, estamos precisando de bons professores.

Cadê os Corolla?
Entregues com pompa e circunstância pelo governo do Estado no dia 2 de abril, mais de um mês depois, a duas novas e modernas viaturas Toyota Corolla que a Brigada Militar recebeu ainda não foram vistas nas ruas. Os policiais continuam usando as unidades velhas, sem a mesma tecnologia e potência para enfrentar a bandidagem. A distribuição, até agora, só rendeu belas fotos para serem usadas nesta e nas próximas campanhas eleitorais.

Embelezamento
O projeto de revitalização da Ramiro Barcelos, com a instalação de bancos e floreiras, terá nova etapa, com o embelezamento de mais algumas esquinas. Sem dúvida, uma excelente iniciativa, que deveria ser estendida a toda a via e a outros pontos da cidade, criando mais espaços de convivência para a comunidade. Como contribuição, seria interessante se as novas floreiras fossem um pouco mais baixas, para não prejudicar a visão dos motoristas.

Ambulantes – E por falar em dificuldades aos motoristas, as melhorias feitas no cruzamento da Ramiro com a São João estão atraindo vários vendedores ambulantes para aquele ponto. A “exposição” de redes e outros ítens é tão grande que reduz a visão de quem precisa parar do outro lado do Café Comercial para “subir” a São João. Esse comércio pode até ser legal, mas, ali, complica bastante o movimentado trânsito.

Rapidinhas
* As câmeras de segurança instaladas no centro da cidade deveriam inibir a violência e ajudar a identificar os autores em caso de crimes. Só que, pelo visto, nem todos estão preocupados. Aos finais de semana, continuam ocorrendo atos de vandalismo em diversos pontos da cidade, inclusive em alguns que, teoricamente, possuem cobertura pelo videomonitoramento.

* E por falar em vandalismo, algumas das placas instaladas no Morro São João durante a caminhada do último sábado já foram arrancadas e jogadas no brejo. Coisa de anencéfalos.

* Cerca de um terço dos estebelecimentos comerciais situados na Ramiro Barcelos, principal centro comercial da cidade, não possuem rampas de acesso. Estão de costas para deficientes e idosos e ainda têm coragem de reclamar do consumidor quando os negócios não vão bem.

* Alguém precisa dar um puxão de orelhas na RGE Sul. A demora na solução de problemas como redes baixas e substituição de postes velhos é lamentável. Mas pior ainda é a colocação de novas estruturas no meio das calçadas. É isso que estão ensinando nas faculdades de Engenharia?

* Na reunião da próxima semana, dia 17, a Câmara promove uma sessão solene alusiva aos 70 anos da Viação Montenegro. O evento começa às 18h30 na Usina Maurício Cardoso.

* O secretário de Desenvolvimento Rural, Renato Kranz, pretende colocar em atividade as famosas máquinas chinesas compradas no governo Percival. Há laudos técnicos atestando a inutilidade delas, mas Kranz entende que as “xingling” são alvo de preconceito dos operadores. Já o pessoal do pátio acha que ele está com uma doença chamada “viachandunamayonesi”.

Deixe seu comentário