A instalação de rotatórias na RSC-287, nos acessos aos bairros Santo Antônio e Panorama, deve começar em breve. A previsão é do vereador Joel Kerber, do PP, que esteve na sede da Empresa Gaúcha de Rodovias, semana passada, e voltou de lá entusiasmado. Ele recebeu a notícia de que o projeto está pronto e encontra-se na fase do licenciamento ambiental. Como a EGR teve um bom lucro no ano passado e, ao que tudo indica, tem “bala na agulha”, dinheiro não será problema. E mais importante do que tudo isso: em outubro haverá eleições. Tem muita gente querendo batizar esta obra e colocar as fotos no Facebook para garantir alguns votinhos.

R$ 200 mil – Na assinatura do convênio entre a Prefeitura e a EGR para a realização das obras, no final do ano passado, o Município ficou de repassar R$ 200 mil à empresa como contrapartida ao investimento. Até agora, esse valor não foi pago, o que está preocupando alguns vereadores. Nos próximos dias, eles vão buscar explicações.

Devolução – A preocupação de suas excelências faz sentido, já que, na época, o então presidente da Câmara, Neri de Mello Pena (PTB), prometeu ajudar o Executivo, em eterna penúria, com recursos de seu próprio orçamento. Como o Legislativo devolveu quase R$ 1 milhão no fim do ano, o dinheiro já poderia ter sido repassado à Empresa Gaúcha de Rodovias.

Evento – De acordo com o vereador Joel Kerber, é provável que o governo organize um evento em Montenegro para a apresentação do projeto. Além das rotatórias, serão feitas mudanças no trânsito, com o fechamento de algumas travessias entre o Centro e os bairros, para canalizar o fluxo e reduzir perigos. Mesmo que o objetivo final seja melhorar a segurança, é certo que muita gente vai reclamar num primeiro momento.

Teste de DNA – Por mais candidatos a pai que esta obra tenha, nem mesmo um exame de DNA será capaz de definir sua paternidade. Desde o fim dos anos 70, a comunidade pede uma solução para o risco das travessias e, nestes 40 anos, todas as correntes políticas governaram o Estado, sem que tenham tomado providências. Muita gente poderia ter ajudado e cruzou os braços. Alguns, inclusive, estarão nas fotos da inauguração quando ela ocorrer.

Pré-candidatos se aquecem
Em entrevistas à imprensa, nos últimos dias, Paulo Azeredo confirmou sua disposição em concorrer novamente a uma vaga na Assembleia Legislativa. Vereador de 1989 a 1992, ele assumiu seu primeiro mandato dois anos depois e foi reeleito em 1998, 2002, 2006. Em 2010, terminou a eleição como suplente, mas acabou ficando quando seu colega de bancada, Ciro Simoni, virou secretário da Saúde. Em 2012, venceu a eleição para prefeito, mas foi cassado em maio de 2015. Apesar do revés, aos 60 anos, ele ainda é muito popular. O PDT aposta todas as suas fichas nele.

Na Câmara – Também ex-vereadora pelo PDT, entre 1997 e 2000, Iolanda Hoffstatter deve voltar à urna eletrônica este ano, como candidata a deputada federal. Ele já concorreu à vaga em 1998 e disputou a Prefeitura em 2000 e 2004. Nos últimos anos, trabalhou diretamente com o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, e acumulou experiência política suficiente para representar a região no Congresso.

Retorno – Também o ex-prefeito Percival volta a pedir votos. É pré-candidato a deputado estadual pelo PTB, depois de ter sido vereador entre 1993 e 2004, e chefe do Executivo montenegrino por dois mandatos, de 2005 a 2012. Em 2016, concorreu novamente a prefeito, mas como teve o registro impugnado pela Justiça até poucos dias antes do pleito, acabou perdendo. Tirando o período em que foi prefeito, é assessor parlamentar na Assembleia desde os anos 80, o que completa sua bagagem para disputar uma cadeira no parlamento estadual.

Aquecimento – A princípio, todos têm chance de vencer. O Vale do Caí possui votos suficientes para emplacar dois deputados estaduais e um federal se as comunidades se unirem, o que não é fácil. De qualquer forma, é provável que três deles, se não forem eleitos, baterão de casa em casa novamente em 2020, disputando a Prefeitura.

Novidade – Na lista dos pré-candidatos, até aqui, o que tem menos experiência é Joel Kerber, do PP. Vereador em primeiro mandato, não tem muito para mostrar ainda, mas isso pode ser uma vantagem se trabalhar o discurso da renovação na política. A pouca vivência no meio faz com que não tenha tantos “esqueletos no armário” e não terá de dar explicações aos eleitores sobre os erros que cometeu em sua jornada. Afinal, imagina-se, serão poucos.

Memória – Ainda é cedo para bater o martelo, mas é possível que surjam outros nomes para a disputa das eleições em Montenegro e nas cidades próximas. A busca de uma vaga na Assembleia Legislativa costuma servir de aquecimento para as eleições a prefeito. Os políticos se candidatam, mesmo sabendo que as chances de sucesso são poucas, para manter seus nomes na memória dos eleitores.

Luto na querência
O tradicionalista Pedro Cândido Angeli faleceu, na semana passada, sem ver realizado um dos seus grandes sonhos. Há anos, ele vinha trabalhando pela instalação da sede da 15ª Região Tradicionalista, da qual foi coordenador, em Montenegro. Tirar essa iniciativa do papel seria uma bela maneira de homenageá-lo.

Rodeios – Outra frustração que levou para o túmulo foi o fim dos rodeios em Montenegro. Construída na gestão Paulo Azeredo, a cancha do Parque Centenário foi desativada porque o governo Aldana considerava o local inapropriado. A Administração, porém, garantiu que ia encontrar um espaço mais adequado, mas ficou na promessa. Apesar dos esforços de “seu Pedro”.

Mais tempo
A Câmara de Vereadores aprovou, na sessão desta quinta, o projeto de lei que prorroga por mais quatro meses o Refis. O programa permite o refinanciamento das dívidas com a Prefeitura com o perdão das multas e a redução dos juros. Os vereadores Talis Ferreira (PR) e Cristiano Braatz (PMDB) reclamaram da falta de tempo para analisar o texto, incluído na pauta de votações a pedido de Joel Kerber, do PP.

Entrada alta – Cristiano lamentou que, nos casos de parcelamento, o contribuinte tenha de dar 50% do valor como entrada. Isso estaria reduzindo a adesão, a ponto de ter entrado somente R$ 1 milhão dos R$ 6 milhões previstos. O vereador disse que era contra o texto porque não concordava com a prorrogação nestes termos. Contudo, na votação da matéria, “cochilou” e o projeto passou por unanimidade.

Unha e carne – No episódio, também chama a atenção o fato de o prefeito ter entregue a um vereador do PP a responsabilidade de incluir a matéria na pauta de votações. Normalmente, quem faz isso é um representante da bancada governista, formada por Josi Paz, Rose Almeida e Valdecir Alves de Castro, do PSB. A afinidade entre Kadu e Joel é total.

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