Montenegro tem, no Cais do Porto, um dos cartões postais mais bonitos da região, mas o seu aproveitamento pela população poderia ser muito maior se o poder público disponibilizasse banheiros aos visitantes nos dias de maior movimento. Especialmente aos finais de semana e nos feriados, dezenas de famílias e centenas de jovens vão até lá para tomar chimarrão ou cerveja de frente para o Rio. Contudo, imperativos fisiológicos muitas vezes obrigam as pessoas a irem embora ou a usarem os muros e “cantinhos” como mictórios. Um nojo. Quinta-feira, o vereador Cristiano Braatz (PMDB) solicitou que o presidente da Câmara, Erico Velten (PDT), autorize o uso dos sanitários de um prédio ao lado da Usina Maurício Cardoso, que atualmente está fechado. Olhando assim, parece fácil resolver o problema, mas não é tão simples.

Quem decide? – Na verdade, tanto o prédio da Usina, que abriga a Câmara de Vereadores, quanto o anexo pertencem ao Município. A sede do Legislativo funciona no local há mais de 10 anos. A segunda construção já sediou bares e, por último, a Estação Turismo. Há meses está fechada e, embora a Câmara tenha recebido as chaves das portas, não se sente responsável pela estrutura e nem tem planos para ela. O presidente da Câmara entende que a decisão sobre o uso dos banheiros pelos usuários do Cais compete ao prefeito Kadu Müller e não a ele.

Manutenção – Abrir a porta do prédio e permitir o uso dos banheiros seria simples e fácil se todas as pessoas fossem civilizadas e responsáveis. Obviamente que uma decisão neste sentido terá de vir acompanhada da designação de um zelador, não só para manter o ambiente limpo, mas também para evitar que ocorram atos de violência a vandalismo.

Decisão – Isso não é impossível. Tudo começa pela coscientização de que Montenegro possui poucos espaços de lazer e que o Cais do Porto pode cumprir sua função muito melhor se ocorrer este investimento, que nem é tão alto. A comunidade deve ter o direito de frequentar seus locais favoritos e, ao Município, cabe a responsabilidade de garantir a infraestrutura. E se a população colaborar um pouco, tudo fica mais fácil. Com a palavra, o prefeito.

Concorrência desleal e crescente
Embora as pessoas reconheçam que o desemprego provocado pela crise na economia, nos últimos anos, seja o principal responsável pelo aumento da informalidade, algumas situações são realmente preocupantes. No centro da cidade, a quantidade de ambulantes vendendo tudo que é tipo de quinquilharia aumentou muito. Até linguiça caseira é possível comprar nas imediações dos bancos, assim como cucas, rapaduras, redes, bijuterias e outras bugigangas. Muitas vezes instalados em frente a lojas que vendem o mesmo tipo de mercadoria, promovem uma concorrência desleal com aqueles que não podem praticar os mesmos preços porque pagam impostos. Permitir que tamanho abuso continue é comprometer o desenvolvimento local.

Só piora – Em geral, as pessoas reagem mal ao verem a fiscalização da Prefeitura recolhendo mercadorias vendidas de forma irregular nas ruas da cidade. Ficam penalizadas porque reconhecem que os ambulantes poderiam estar na criminalidade se não tivessem essa alternativa. Mas o fato é que a expansão desse fenômeno será ainda mais nocivo, porque o comércio estabelecido perde a concorrência e tem de reduzir o número de funcionários.

Saúde – No que diz respeito à venda de alimentos, a situação é ainda mais grave, pois não há qualquer controle sobre a higiene no manuseio e na produção. Já os bares, restaurantes e lancherias têm sido alvo de fiscalizações criteriosas, que exigem a sua adaptação e duras regras sanitárias. É muita injustiça!

Rodando
Desde a última quinta-feira, estão rodando pelas ruas de Montenegro as duas viaturas Toyota Corolla repassadas à Brigada Militar no começo de abril pelo Estado. Trata-se de um importante reforço no policiamento ostensivo. Quem anda faceiro é o vereador Felipe Kinn da Silva, do PMDB, que colocou a cidade na lista das contempladas graças ao apoio de deputados da base do governo Sartori. Quinta-feira, durante a entrega oficial, ele estava mais faceiro que mosca em tampa de xarope Melagrião.

Postos fechados
De sexta-feira, dia 11, até 30 de maio, as repartições públicas do Município de Montenegro terão seu funcionamento ampliado em 30 minutos, na parte da tarde. Ao invés do expediente encerrar às 16h30, o cartão ponto será batido às 17h. É a forma de compensar uma “ponte” no dia 1º de junho. Como 31 de maio cai numa quinta-feira e, nesta data, festeja-se Corpus Christi, o funcionalismo terá feriadão e retornará às atividades somente na segunda-feira.

Filas – O principal efeito colateral dessa decisão atinge a sensível área da saúde. Significa que, mais uma vez, os postos e a Secretaria, onde ocorre a maior parte dos atendimentos, estarão fechados por quatro dias. Todos os montenegrinos que precisarem de médico e não possuem plano ou dinheiro, terão de recorrer ao Hospital Montenegro. Dá para imaginar o tamanho das filas que terão de enfrentar.

Insensíveis – Segundo a Prefeitura, o convênio com o HM prevê esse aumento de demanda em alguns momentos do ano. Até pode ser, mas não seria o caso de pensar um pouco mais nos usuários? Todos, mesmo os que moram nos extremos do Município, terão de ir até o centro para ficar até cinco horas na espera por atendimento. É desumano. Com um pouco de sensibilidade, inda há tempo de reverter a situação.

Ovo e galinha
Semana passada, o prefeito Kadu Müller e o vereador Joel Kerber (PP) receberam o ex-secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, e o presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias, Nelson Lídio Nunes. Ambos foram homenageados com placas por seu trabalho em favor das melhorias na RSC-287, no trecho que vai da Comauto, no cruzamento com a BR-470, até o Frigonal, em Costa da Serra.

Mimos – Algumas pessoas acharam o “reconhecimento” um tanto quanto apressado, já que sequer foi concluído o projeto das rótulas nos acessos à Panorama e ao Santo Antônio e não há sequer previsão de início dos trabalhos. O ovo ainda está dentro da galinha. Se, nestas condições, suas excelências já são paparicadas, imaginem que tipo de “mimo” vão receber se, um dia, as obras finalmente foram concluídas.

Rapidinhas
* O vereador Valdeci Alves de Castro (PSB) surpreendeu os colegas na sessão desta quinta. Campeão de pedidos de providências ao Executivo, ele solicitou a “retiração” de um deles, sobre a colocação de tampas de bueiro no Santa Rita.

* Já o pedetista Erico Velten pede que a Prefeitura realize a instalação de iluminação pública ao longo da RSC-287, entre a Loja Taqi, no cruzamento com a Apolinário da Moraes, e o Posto Ipiranga, na Ramiro Barcelos. Os motoristas e pedestres agradeceriam se virasse realidade.

* Professor de Educação Física, Leandro Orth assumiu a Diretoria de Desporto do Município. Vem cheio de boas ideias para o setor.

* O ex-vereador Roberto Braatz diz que o prefeito Kadu errou ao, assim que as finanças do Município começaram a ser equilibradas, nomear mais alguns secretários para cargos que estavam vagos. Ele acredita que, primeiro, deveria ter investido em melhores serviços à população.

Compartilhar

Deixe seu comentário