Crer ou não crer na meteorologia? Eis a questão! De tanto ela errar as previsões, quando acerta, seria bom que tivesse errado novamente. A última semana foi um desses casos.
Passou vários dias indicando precipitação em Montenegro. Como trabalho com aviários, preciso ficar alerta com mudanças de condições, tipo vento ou chuva num dia que começa ensolarado e quente. Vigiar o céu é parte do trabalho. Pra me antecipar aos problemas, dou uma conferida nos sites com a previsão meteorológica para Montenegro. Isso é muito mais fácil que olhar no noticiário, onde mostra o mapa do estado e temos que saber onde exatamente estamos. Mesmo assim, confiro dois ou três desses sites e faço uma média do que estão dizendo, pois geralmente tem diferenças nas previsões. Pois bem; nos últimos dias, todos indicavam a precipitação de alguns milímetros, quase diariamente. Muitas foram as nuvens carregadas que se ergueram no horizonte, escuras, ameaçadoras, às vezes barulhentas, mas, no final das contas, nada.
Conversando com um e outro conhecido, geralmente se ouvia que:
– Aqui não caiu nem uma gota, mas lá-pra-não-sei-aonde choveu de correr água pelas valetas.
Típica chuva de verão. Pode até ser que aquela meia dúzia de milímetros marcada para o nosso município tenha caído, mas não onde eu moro. Sendo assim, nada mais justo que não confiar em previsões. Isso até esse final de semana.
Sábado amanheceu com céu aberto, mas contraditoriamente prevendo um domingo chuvoso para praticamente todo o estado. Zona de baixa pressão não sei aonde que direcionaria ar úmido não sei de onde mais, e o resultado seria muita chuva num domingo de janeiro. Depois de tanto erro, começamos a torcer para que eles estivessem novamente enganados. Pois é, resolveram acertar.
Parecia inverno. Desceu um caldo grosso, estragando os planos de muita gente. Vários passeios devem ter sido substituídos por filme e pipoca em casa. Os corajosos que, mesmo assim, mantiveram os compromissos tratados com os amigos, enfrentaram para-brisas embaçados, poças d’água traiçoeiras e goteiras semelhantes a cachoeiras. Devem ter pensado:
– Deveria ter ficado em casa. Por que não acreditei na previsão?
Fazer o quê? Um dia eles iam acertar.

Compartilhar

Deixe seu comentário