Já foram tantas promessas descumpridas que a esperança de solução para os problemas da ERS 287 lembram as histórias passionais de quem sempre acredita no amado, ou amada, que não toma jeito. Só o amor explica tanta compreensão nestes romances que vivem de expectativas frustrantes. Só a embromação política explica tantos projetos e discursos para os moradores dos bairros Santo Antônio e Panorama.
Mas agora, quem sabe agora finalmente se enxergue uma luz no fim da pista. Porque túnel já seria demais para quem não consegue nem instalar sinaleiras. A Empresa Gaúcha de Rodovias está assumindo o trecho de pouco mais de 7 quilômetros entre a Comauto e o Frigonal. O que isso significa na prática? Muito. Porque apesar de estar em uma mesma estrutura estatal, EGR e Daer são muito diferentes. O segundo é arcaico, defasado, sucateado. Loteado de apadrinhados políticos. E principalmente: sem dinheiro. A EGR é recente, com melhores práticas e, sobretudo, com pila. Afinal, é ela que administra o pedágio da ERS 240, por exemplo.
O primeiro passo, portanto, foi dado. Agora resta seguir. E tem mais coisas boas. Porque a ideia é a aprovação de um projeto rápido e eficiente para a instalação das rotatórias. Se tudo der certo, 2018 será o ano. Antes de outubro, claro. A Câmara de Vereadores estaria disposta a ceder parte dos recursos que historicamente não utiliza na totalidade para o seu custeio. A Prefeitura estuda contrapartida também. Ou seja, a tão sonhada união de esforços por uma causa começa a tornar-se real.
Preciso ser cauteloso, eu sei. Mas, se tudo der certo, será uma vitória de muitas mãos. Foram muitas ligações, conversas, reuniões. Nem vou citar nomes para não esquecer ninguém. O que realmente importa é que essa é uma conquista de uma cidade que, quem sabe, começa a dar-se conta de que disputas mesquinhas, vaidosas e politiqueiras só vão puxar Montenegro para o abismo. Não é o que queremos. Nós merecemos muito mais.

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