De fato, estou convencido que a pena de morte é justa para crimes hediondos. O Brasil não pode mais perder tempo. Veja este caso onde duas crianças foram esquartejadas cruelmente em Novo Hamburgo. Cinco pessoas envolvidas em uma trama satânica que prometia prosperidade em troca daquelas vidas inocentes. Estas pessoas não merecem estar vivas. Não há ressocialização para tanta crueldade.
Pelo menos, atrás das grades o sofrimento já começa a tratar de punir e machucar estes desgraçados. Ainda vão comer e dormir às nossas custas? Não dá. Morte já. O quanto antes. Será por fuzilamento? Tem o custo da bala. Cadeira elétrica? Injeção letal? O que será mais dolorido? Eles merecem sofrer. Bandido bom é bandido morto. Tomara que estejam sendo tratados como merecem, no cárcere.
Estes dois parágrafos poderiam ter sido escritos até algumas semanas. Até então, haviam 5 culpados. Expostos diante da opinião pública. Julgados implacavelmente pelo tribunal popular. Em uma lambança sem precedentes na história recente da polícia civil gaúcha (composta em grande parte por profissionais preparados e decentes), um delegado baseou-se em provas do além para produzir uma das mais sérias e tristes injustiças contra, até aqui, inocentes.
Qual a reparação destes danos? Do tempo na prisão. Das acusações imerecidas. Da capa dos jornais. Do rótulo de “assassino de crianças”. Apesar de tudo, desfeita a confusão, eles foram soltos. Voltaram às ruas. Não deve ser fácil. Porém, estão entre nós. Vivos. E se tudo isso só viesse à tona daqui 10 anos? E se neste hiato de tempo, eles tivessem sido mortos, como bradam os defensores da pena de morte? Neste caso, seriam mais números na estatística dos erros sem volta. O que este caso nos mostra é que no Brasil há um espaço para que falhas processuais e de investigação resultem em injustiças assombrosas. Enquanto estiverem presos, ainda que tardiamente, podemos devolver-lhes a liberdade. Enquanto estiverem vivos, ainda que com amargor, poderão voltar a sentir o gosto da liberdade. Essas 5 pessoas estão livres, mas morreram um pouco. A pena de morte já existe, mas é para poucos.

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