Desde a década de 40, o “Repórter Esso”, fenômeno do rádio brasileiro na época que antecede a televisão e principal “noticioso” do período, se auto proclamava “testemunha ocular da história”. E era. Porque aos veículos de comunicação também cabe essa função, de eternizar o que acontece ao seu tempo. As coisas boas para que se repitam e as ruins para que sirvam de lição e ensinamento às futuras gerações.
Nesta semana, uma testemunha da história desta cidade completa 35 anos. Pelas páginas do Jornal Ibiá, as últimas três décadas e meia foram contadas, revisitadas, lembradas. Um veículo que nasceu com o DNA desta terra, batizado com o nome que jamais deixa esquecer as raízes dos povos indígenas que percorriam o caminho do rio. Uma empresa que cresceu, tornou-se importante para a economia da cidade, gerando empregos, oportunidades e inovando. Um jornal que teve a ousadia de virar diário, trazendo todos os dias à porta das nossas casas aquilo que interessa a cada montenegrino. Do campo ou da cidade. Do centro e dos bairros. Jovem ou idoso.
Coragem e ousadia. Duas palavras que se fundem à história do Ibiá. É preciso ser ousado para enfrentar os “nãos”. Para fazer aquilo que outros não fizeram. Para errar. Acertar. Começar de novo. E é indispensável ser corajoso para escolher um lado. O lado da nossa comunidade. Ainda que seja necessário comprar brigas como a instalação de uma penitenciária. Nem sempre se vence. Mas nunca se aceita a derrota passivamente, sem pelear até o fim.
Parabéns Jornal Ibiá. Quase 60% das empresas neste país fecha as portas antes de chegar ao quinto aniversário. Muitos veículos não suportaram as mudanças tecnológicas e as mudanças de hábito dos consumidores de notícia. Sucumbiram diante da esmagadora carga tributária. Outros tantos desistiram por se vergarem às pressões de anunciantes que não entendem a missão de informar, ou de inescrupulosos políticos que ainda insistem em rasgar as premissas de um Estado Democrático de Direito, onde a imprensa cumpre papel protagonista e não publica apenas o que serve a interesses pessoais ou corporativos. Que venham mais décadas e mais páginas, posts, vídeos. Em qualquer plataforma, que nosso diário siga assim. Ousado, corajoso, destemido. E sempre testemunhando e contando a nossa história, da nossa gente, para nossa gente.

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