Coisa boa as homenagens em vida. Mais comum é que se concedam honrarias aos que já morreram. Nomes de ruas, praças, estátuas. É sempre carinhoso com amigos e parentes. Mas nada se compara ao sorriso e ao brilho no olho de quem é reconhecido pelo que fez aqui neste plano. Felizmente, temos bons exemplos em Montenegro. O teatro Therezinha Petry Cardona é o maior presente que se poderia dar a quem tanto fez pela cultura e pelas artes nesta cidade. Cilon Orth passou tantos anos dedicando-se ao ensino de esportes que não imagino alegria maior que o momento em que viu que o ginásio do Clube Riograndense teria o seu nome.
Agora vejo a alegria no rosto do meu amigo tão querido Flávio Patrício Vargas. Ele anda radiante porque é o patrono da Feira do Livro da cidade que ama. De onde sabe a história toda de como começou. Que conhece cada rua e cada chão. Os morros, o rio, os caminhos. Por onde passaram os trilhos. O Flávio Patrício é uma enciclopédia muito antes de tempos de Google. Sabe das coisas da vida. Sabe da tradição. Dos costumes dos povos. Conversar com o Seu Flávio é aprender. É ficar mais sábio se divertindo.
Essa faceirice toda não é por vaidade, que isso é uma das poucas coisas que ele desconhece. Ele fica até sem jeito quando fala da homenagem. O Patrício está feliz porque ama sua Montenegro. Foi aqui que fincou raízes. Que está o seu rancho. Poeta, pajador, sabe como poucos contar a história do Rio Grande tocando a alma e os corações de quem gosta da arte. De quem tem sentimentos.
Afável, cordial, um homem de fino trato. Que respeita as mulheres, os mais velhos e os mais jovens. Seu Flávio, a exemplo do antecessor Oscar Bessi Filho, dignifica nossa Montenegro e nossa feira do livro. Mesmo com a crise, prefeitura e SESC farão o melhor. Teremos uma grande feira agora em novembro. Que esteja à altura do que merecemos. Do tamanho do nosso patrono. Gigante, como o Morro São João. Imponente, como as águas do Caí.

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