É difícil escrever sobre o Natal e fugir do óbvio. Aquelas coisas todas que sabemos de cor. Viram a originalidade do título? Aliás, é difícil escrever toda a semana, acreditem. Estes textos são como obras de arte. Não que eu pense que são espetaculares, nãooo. É que quando um compositor escreve uma canção, um pintor expõe uma obra ou um cineasta lança um novo filme, eles compartilham ideias e visões com outras pessoas, que não necessariamente terão a mesma compreensão do que eles quiseram transmitir.
É assim toda a semana quando eu começo a escrever. E já são 50 colunas. 50 segundas-feiras. O que será que vão pensar os leitores? Já recebi muitas críticas e alguns elogios. A tia Sheila, que nos engorda com os melhores bolos do mundo no bar da Fundarte, é a minha ombudsman. Lê e comenta. Mas ela será demitida, porque com toda a queridice e doçura, não consegue criticar. Não serve para a função.Alguns textos que eu adorei, ninguém falou nada. Outros, que não gostei muito, renderam alguns comentários elogiosos. Eu não sei se o Márcio se arrependeu de me convidar e agora fica constrangido em me pedir para parar de escrever.
Quanto ao Natal, como eu dizia na primeira frase, vai ser difícil escapar do inevitável. Parente com perguntas sem noção, aquela brincadeira sem graça do pavê, a velha polêmica da uva passa, “é só uma lembrancinha”, essas coisas. Ainda assim, eu gosto. Os dias que antecedem o Natal são estranhos, parece que o mundo vai acabar. E esse ano ainda teve um maldito torneio em Dubai. Mas depois tudo se ajeita. E quando tem criança, aí a coisa ganha mais sentido. Aliás, Natal faz sentido até para quem não acredita em Deus, apesar de ser um grande aniversário do seu enviado aqui na terra. O Natal se transformou em uma data simbólica de paz, amor e união.
O escritor britânico Charles Dickens escreveu certa vez: “Feliz, feliz Natal, que nos traz de volta as ilusões da infância, recorda ao idoso os prazeres da juventude e transporta o viajante de volta à própria lareira e à tranquilidade do seu lar”. Então, bem clichê, quero desejar a todos vocês, meus fieis leitores, um lindo Natal. Do jeito de vocês, com quem quiserem, da forma que bem entenderem. Não esqueçam de abraçar a quem realmente importa e perdoar bobagens que possam ficar para trás. E tenham paciência com as tradições infames. Passa rápido e ano que vem tem tudo de novo.

Compartilhar

Deixe seu comentário