Na página 9 da edição de hoje, trazemos a história de um montenegrino que – seguindo o caminho contrário do que normalmente se vê – largou um emprego convencional para se dedicar à agricultura. E ele foi além. Resolveu investir o seu tempo e conhecimentos em uma produção limpa e saudável, sem o uso de qualquer químico. Pondo em prática o conceito de agricultura sintrópica, o produtor busca tirar seu sustento em equilíbrio com a natureza e, acima de tudo, conscientizar seus colegas de ramo sobre as boas práticas no meio.
Não que uma produção sem agrotóxicos seja novidade, mas a iniciativa é louvável. Com o sistema sintrópico, o agricultor consegue produzir diversas culturas no que antes era um campo de gado, sem gastos com insumos externos. Tudo vem da própria natureza. Não se gasta com adubos – nem mesmo os orgânicos que, numa produção sem químicos, quando comprados, são caros – e, muito menos, com os “venenos”.
Na matéria, ele conta que foi a facilidade trazida pelos agrotóxicos que atraiu tanta gente para o seu uso. Isso é claro. Com os químicos, as perdas são menores para o agricultor e o produto sai “bonito” para a venda. As consequências foram ficando claras só com o passar dos anos. Surgiram muitas doenças e deficiências em pessoas cujos organismos haviam absorvido “veneno” demais nas frutas e verduras que consumiam pensando estarem fazendo bem para a saúde.
Quem pode foi se livrando da aplicação. A procura pelos orgânicos cresceu e teve seu preço valorizado. A agricultura sintrópica é mais uma alternativa saudável e barata que precisa ser difundida. O futuro da sociedade depende do que estamos consumindo e do que vamos deixar a quem vier depois de nós.

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