A página 7 da edição de hoje divulga uma pesquisa cujo resultado – apesar de não ser nenhuma surpresa – é alarmante. De acordo com o estudo, apenas 2,4% dos estudantes com 15 anos de idade desejam seguir carreira como professores. O índice é cinco pontos percentuais menor do que o registrado há dez anos.
Se há tempos atrás professor era uma profissão de respeito e destaque – o sonho de muitos para o futuro – hoje já se prevê uma realidade onde os atuais docentes começarão a se aposentar e o mercado ficará sem profissionais para assumirem a função. E de quem é a culpa disso?
2018 começou com os professores estaduais em greve. Em uma das mais longas feitas na história recente do Estado, eles reivindicavam o direito de receber o seu salário, que estava sendo depositado parceladamente. Muitos chegaram a passar por dificuldades até mesmo para atender as suas necessidades mais básicas. Hoje, quando enfim estão recebendo normalmente, o dinheiro que vem ainda é o mesmo de janeiro de 2015. Nem mesmo a reposição da inflação do período foi ajustada.
A matéria na edição de hoje deixa claro isso. Jovens estudantes entrevistados reconhecem que não querem estar no lugar de seus educadores, porque eles ganham pouco e são desrespeitados. E se a educação é a base de tudo em nossa sociedade, essa situação precisa ser observada de perto. Na próxima vez em que a classe declarar greve, a comunidade deve sair em apoio em vez de ver o movimento apenas como um inconveniente para o seu dia a dia. Quem sabe, assim, se desperte mais interesse por essa imprescindível profissão.

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