Ter a casa própria é o sonho de boa parte – provavelmente da maioria – dos brasileiros que pagam aluguel. Para isso, normalmente recorrem a um financiamento habitacional e o dinheiro do aluguel se transforma na prestação da casa própria. Desta forma, avaliam as opções na rede bancária, verificam quanto possuem no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), fazem um levantamento das despesas para ver se conseguem economizar mais e, então, calculam quanto poderão dar como entrada.
Esse processo se resume em uma palavra: planejamento. E certamente muitos dos leitores se identificaram com essa situação. Reportagem publicada hoje, porém, demonstra que na esfera pública a falta de planejamento contribui para que a Prefeitura gaste R$ 47 mil mensais, num total de R$ 573 mil por ano, no pagamento de aluguéis de imóveis para órgãos e serviços públicos. A Prefeitura não tem recurso em caixa para construir novos espaços, mas boa parte desse valor poderia ser mais bem aproveitada se utilizada no pagamento de financiamento imobiliários. Desta forma, ao invés de um aluguel, estaria pagando por um bem que será incorporado no patrimônio do município.
A falta de planejamento não é de hoje. Essa situação vem se arrastando há um bom tempo. E outra constatação é a falta de manutenção dos prédios públicos. O Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, chega a ter salas em desuso devido aos problemas de infiltrações. Embora tombada pelo patrimônio histórico, a edificação não recebe a atenção necessária e merecida. Desta forma, em um futuro próximo, é bem provável que novos imóveis precisem ser alugados para receber órgãos e serviços que ainda funcionam no local.

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