Com relativa frequência, notícias acerca de falta de vacinas pipocam pelo País. No início deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo chegou ao ponto de instaurar um inquérito civil para apurar a falta de doses contra a febre amarela e as responsabilidades do poder público por ter deixado a população sem os imunizantes. Historicamente, quando em Montenegro ocorrem falhas no fornecimento de vacinas, medicamentos, consultas e quaisquer outros tipos de assistência da rede pública de saúde, a comunidade procura o Jornal Ibiá para, com razão, botar a boca no trombone.
Contudo, as ações governamentais de prevenção de doenças, que contemplam caso a caso as pessoas do público-alvo, mas visam um bem maior mediante a proteção coletiva, nem sempre alcançam as metas estipuladas. Não por falta de recursos ou gestão ineficiente, mas por omissão da sociedade brasileira — uma conduta que deixa as portas abertas para a chegada de uma nova pandemia, como já se viu há poucos anos.
Reportagem veiculada no Ibiá Saúde desta edição mostra que a campanha nacional de vacinação contra a gripe não tem chegado aos mínimos resultados esperados porque os grupos prioritários não têm ido aos postos de saúde. Não no número esperado. Tanto é que já houve duas prorrogações e até foram incluídas novas faixas etárias entre as pessoas com preferência pelas doses. Neste contexto, nada chama tanto a atenção quanto a cobertura vacinal das crianças, porque somente 54% da meta foi alcançada.
O número revela o grau de negligência de pais e mães, que certamente estariam histéricos, apontando o dedo em riste a governantes, caso faltasse vacina em meio a uma endemia de gripe. Esses adultos precisam de uma dose forte de responsabilidade.

Deixe seu comentário