Nas edições do Ibiá, além de seguirmos acompanhando de perto as manifestações dos caminhoneiros e suas repercussões, buscamos oferecer aos leitores outros temas. Afinal, a vida das pessoas – ao contrário das nossas estradas – segue com muito movimento. E engana-se quem pensa que os mais diversos assuntos não estão entrelaçados. Os momentos que fogem da curva, ou seja, em que vemos ações ou comportamentos muito fora dos habituais, também devem servir para alguma reflexão.
Na edição dessa quarta, uma matéria representa bem isso, ao mostrar aos leitores o grupo de Terno de Reis “Amigos de Montenegro”. Isso nos leva a questionar se, sendo nós a Cidade das Artes, grupos como esse não merecem mais atenção dos nossos gestores públicos. Não só esse, obviamente. Os de dança, instrumentais, tradicionalistas, as bandas… Todas as manifestações culturais que temos na cidade – muitas e de diversas áreas – e que, sabemos, não recebem incentivo.
A relação desse apoio cultural com o momento atual está justamente em decidirmos o que é prioridade para nós. Quais serviços valorizamos? De quais títulos nos orgulhamos? No que o Estado é insubstituível e em quais áreas é a iniciativa privada que deve agir? Mais ou menos incentivo, aumento ou redução de tributos? Tudo está entrelaçado. Na realidade, falta é pensarmos no que queremos investir e do que queremos abrir mão para que a conta feche.

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