Em torno de 60 milhões de brasileiros estão sem condições de ter acesso a algum tipo de financiamento por falta de crédito. A informação é do Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC, que divulgou um balaço mostrando que 59,9 milhões de pessoas têm o “nome sujo” porque possuem pelo menos uma conta atrasada. Entre as que estão negativadas, 81% ficaram assim pelo mesmo motivo: a fatura do cartão de crédito. Em média, os clientes deixam o pagamento atrasar nove meses e meio.
As dívidas com os cartões de lojas vêm em segundo lugar entre as contas que mais atrasam: ficam, em média, abertas pouco mais de oito meses. As que ficam menos tempo são as de telefone, as de água e de luz, que não chegam a três meses. Por motivos óbvios: a imediata suspensão da prestação do serviço.
A média das dívidas das pessoas é hoje de R$ 3,9 mil, e 30% das que foram entrevistadas pelo SPC acham que vão conseguir quitar tudo nesse ano novo, mas nenhuma acredita que vai fazer isso em menos de três ou quatro meses. Mesmo assim, mais da metade disse que está otimista em relação à economia agora.
Os dados mostram o enorme descontrole que existe, em muitas casas, entre o que se ganha e aquilo que se gasta. Já passou da hora de o governo, através das escolas em todos os níveis, começar a oferecer às crianças e aos adolescentes noções clássicas de economia doméstica. O alto índice de endividamento é um grave problema para a economia e para o futuro do país. Como tal, precisa ser enfrentado.

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