A intervenção militar decretada pelo presidente Michel Temer no Rio de Janeiro e a criação do Ministério da Segurança Pública vem mexendo com todo o País nos últimos dias. Mesmo que o Estado enfrente uma grave crise no segmento, a notícia não foi bem recebida pela maioria dos brasileiros. E não é para menos. A população clama – há muito tempo – por melhorias em áreas como a saúde e a educação, por revisão na legislação penal e por mais controle sobre armas e drogas, mas o governo parece virar as costas para o que é realmente fundamental no enfrentamento da criminalidade.
A criação do Ministério da Segurança Pública, que integra um conjunto de ações do governo, só evidencia quais são as verdadeiras prioridades dos nossos governantes. Quando o investimento deveria ser feito na base, como habitação, saúde, educação, no combate às drogas e à violência, as autoridades preferem confrontar a população e aplicar o dinheiro em algo que não parece ser a solução para os problemas enfrentados no Rio e em qualquer outra cidade.
A solução da violência não passa pela criação de ministérios e seus inúmeros cargos de confiança dos políticos. Requer um esforço concentrado no combate às causas. Não adianta maquiar o moribundo. É preciso impedir que ele adoeça e morra.

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