A situação difícil em que se encontra a segurança pública no Rio Grande do Sul — no plano nacional, a precariedade não é muito diferente — faz com que os gaúchos critiquem tudo mesmo sem ter o efetivo conhecimento de causa. Apontar o dedo, menosprezar as autoridades, sugerir medidas “mágicas”, simplificar causas e consequências: tudo ficou bem mais fácil com a disseminação das mídias de massa. Entretanto, quantos cidadãos se dignificam a avaliar o seu papel neste contexto caótico? O comportamento médio do brasileiro tem sido o “eu”, o individual, a indiferença em detrimento do outro.

É por isso que pessoas da grandeza do capitão da Brigada Militar Wagner Wasenkeski, que possui família em Montenegro, merecem ser destacadas, como se lê nesta edição. Ele deixou para trás um ambiente que, apesar dos problemas, não pode sequer comparado aos caos de Guiné-Bissau, país paupérrimo, a fim de dedicar-se à Missão de Paz encabeçada pelo Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na África.

São servidores públicos da grandeza de Wagner que servem de modelo a todos os colegas de farda e, por extensão, a toda a sociedade brasileira. Porque se trata de um policial não apenas cumpridor de seus deveres, mas de um profissional exemplar por estar focado no ser humano, independente de cor, religião, condição social, posição política. A milheres de quilômetros, o capitão Wagner nos enche de orgulho e nos prova de que a esperança, em nenhuma hipótese, deve sumir no horizonte.

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