O que o leva uma pessoa a preservar a própria vida? Deveria ser a vontade de viver. É esse o motivo mais lógico. Mas no que diz respeito às infrações de trânsito, os números apontam que preocupação só é uma realidade quando há fiscalização e multa. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), o número de motoristas flagrados alcoolizados em 2017 foi 40% menor em relação ao ano de 2011, quando o programa Balada Segura foi instituído.
O dado pode até ser passado como algo positivo e que indica uma mudança de comportamento, mas, na fonte, mostra a falta de responsabilidade dos gaúchos para com a própria vida. Então, quando não tem operação policial, pode beber e pegar a direção? Quem trafega pelas rodovias sabe que, no período em que as lombadas eletrônicas estiveram desligadas, excessos eram percebidos diariamente, mesmo em trechos urbanos onde, sabe-se, é necessário desenvolver uma velocidade inferior.
E, mesmo com tudo isso, não falta quem reclame do que chama de “indústria da multa”. Diante dos fatos, está mais do que comprovada a necessidade de haver blitz, lombada, pardal e mais tudo o que for possível. Quem sabe, assim, ao menos algumas tragédias sejam evitadas. Bom mesmo seria que as pessoas conseguissem valorizar a vida mais do que o dinheiro, mas, como já se provou haver uma inversão de valores na nossa sociedade, que doa no bolso.

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