Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a reflexão sobre a discriminação é um imperativo moral. Desde a Antiguidade, salvo em algumas civilizações já extintas, elas são tratadas como cidadãs de segunda classe. Ganham menos, embora a lei proíba, e costumam entrar na disputa de qualquer emprego em desvantagem quando há homens pleiteando a mesma vaga. Para muitos patrões, o fato de darem à luz – e de terem de se afastar do serviço para desempenhar este sublime papel – representa um custo que pode ser reduzido.
Felizmente, a distância que separa eles e elas vem diminuindo, graças à luta persistente e aguerrida de militantes que defendem a igualdade. Mais cautelosas, resilientes e atentas, as mulheres possuem, na maioria das vezes, potencial superior ao de muitos homens. Até porque acumulam a experiência da dupla jornada, do equilíbrio entre amor e disciplina na educação dos filhos e a obstinação pela preservação de valores como a família e o casamento. Obviamente, há exceções.
Apesar destas conquistas, a transformação do corpo feminino em objeto de deleite para os homens é uma chaga cuja remoção ainda vai demorar. Mas, até nisso, os ventos de igualdade começam a soprar. Na semana passada, organizadores de um importante torneio de MMA, as conhecidas competições de artes marciais mistas, anunciaram a contratação de “ring boys” para animar os intervalos.
Quem costuma acompanhar as lutas pela TV,certamente já viu loiras e morenas muito altas, de salto e pouca roupa, carregando placas com a indicação do próximo round. Pois agora haverá também “machos” sem camisa desempenhando a função. O melhor seria eliminar esta prática ridícula do esporte e curti-lo simplesmente pelo que ele é. Contudo, enquanto isso não acontece, que também os homens sejam submetidos a tal humilhação. Elas merecem!

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