Primeiro eram reclamações sobre o incômodo gerado para quem não gosta do barulho. Depois vieram as campanhas devido ao sofrimento causado nos animais. Agora surge a notícia de que os fogos de artifício foram, possivelmente, responsáveis pela morte de uma criança que sofreu parada cardíaca, em Santa Catarina, após um artefato explodir muito próximo de onde se encontrava com o pai.
Dois vereadores de Montenegro já estão trabalhando num projeto de lei que proíbe a utilização dos fogos com estrondo na cidade. A questão é extremamente polêmica e divide a população entre quem não abre mão desse tipo de comemoração e aqueles que se incomodam com os fogos. Seja qual for a sua opinião, a discussão é do seu interesse e é importante que ela ocorra com ampla participação da comunidade.
Temos que pesar o que é mais importante para todos, enquanto sociedade. Queremos o barulho dos fogos? Ou preferimos optar pelo silêncio e a tranquilidade sem o uso deles? Não adianta ignorar o assunto e depois reclamar do que foi decidido. Assim como, é de bom tom encarar a discussão pensando no coletivo. Não é porque meu cachorro tem problemas com barulho ou, na mesma proporção, porque eu gosto de soltar foguetes nos dias de jogos que a legislação municipal deve atender aos meus interesses particulares. Vamos pesar todos os argumentos e, enquanto os fogos são permitidos, utilizá-los com segurança e parcimônia.

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