Na próxima quinta-feira, dia 14 de junho, começa a 21ª edição da Copa do Mundo de Futebol. E, mais uma vez, as pessoas discutem até que ponto vale a pena torcer pela seleção brasileira que vai lutar pelo hexacampeonato nos campos da Rússia. Trata-se de um debate estéril, que não vai levar a nada, como ocorre a cada quatro anos.
Aqueles que pretendem virar as costas para o time de Tite e Neymar usam argumentos surrados, como o de que o futebol desvia a atenção dos verdadeiros problemas do país. Que o povo nada vai ganhar com uma eventual conquista e menos ainda em caso de derrota. Também alegam que o esporte, assim como a política, está tomado pela corrupção e, por isso, deve ser deixado de lado.
A verdade é que uma coisa nada tem a ver com a outra. O Brasil participou de todas as copas disputadas até hoje e venceu cinco vezes, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. A realidade da população foi tão ou mais difícil nestes anos do que nos demais, incluindo aqueles em que não houve disputa. A diferença é que, nestes anos, em meio a crises, o brasileiro médio teve mais motivos para sorrir. E só isso já desarma qualquer outro argumento.
A Copa do Mundo não é um evento para demonstrar patriotismo, como muitos defendem. Até dá orgulho ver os jogadores cantando o hino nacional e a bandeira tremulando. Assim como anima o grito de gol quando algum deles rompe a defesa adversária. É lazer, um momento de reunir amigos e dar um tempo na rotina. Então, por favor, paremos de criticar aqueles que gostam, ou cancelemos também o Carnaval, as demais competições esportivas, os bailes e as festas, que costumam ser anestésicos bem mais potentes.

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