Boa parte da população gaúcha já correu às instituições bancárias a fim de quitar em parcela única o IPVA, o seguro obrigatório DPVAT e a taxa de expedição do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo, além de multas, se houver. Com isso, pode viajar neste final de ano sem maiores preocupações quanto à situação documental do automóvel.
Apesar de ser um imposto caro — carros de passeio e utilitários esportivos, por exemplo, pagam 4% em cima do seu valor venal — e gerar uma receita milionária para Estado e municípios (apenas em Montenegro, estima-se arrecadar mais de R$ 8 milhões), o retorno na forma de serviços públicos tem deixado muito a desejar, principalmente no sistema viário local e regional.
Nas ruas do município, por exemplo, pipocam em praticamente todos os bairros exemplos de má conservação de calçamento e asfalto. O Santo Antônio, o Panorama, o Centenário, o Industrial, o Ferroviário e o Aeroclube, para citar alguns exemplos, têm pavimentação com pedra irregular em situação bastante deteriorada.
Condutores que transitam pela RSC-287, de responsabilidade do Estado, também se questionam acerca da destinação das verbas arrecadadas com IPVA, já que o asfalto está em péssimas condições. E se o trajeto for pela perigosa BR-386, administrada pelo governo federal, outras situações mostram que o poder público não aplica bem o dinheiro público. A ponte sobre o Rio Caí, entre Montenegro e Nova Santa Rita, parada há mais de um ano para obras que nunca iniciam, é um descaso gritante.
O tributo incidente sobre a frota automotiva é mais uma prova de que o Brasil e o Rio Grande do Sul não arrecadam pouco. Bem pelo contrário. O que está na raiz do problema é a forma como os recursos são aplicados. Precisamos de estadistas nos postos-chave da administração pública. Basta de incompetentes e corruptos.

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