É verdade que o ânimo do brasileiro continua acabrunhado por razões as mais variadas: o fim da recessão anunciado pelo governo federal ainda não chegou ao orçamento das famílias; o cenário político continua abalado e sem perspectivas de mudanças transformadoras; a geração de empregos caminha lentamente. Apesar dessas adversidades, no entanto, há exemplos locais a demonstrar que as pessoas têm capacidade de tocar o Brasil para frente, independentemente dos obstáculos impostos pelo poder público.
A montenegrina Nicole Lopes, 23 anos, é a prova de que podemos ser agentes do desenvolvimento. Mesmo que a educação empreendedora seja um assunto muito mal trabalhado nas famílias e em sala de aula, é possível encontrar iniciativas — inclusive em âmbito local — que deram certo porque seus protagonistas não se limitaram a reclamar do governo e do país. Eles vão lá e fazem acontecer.
A economia globalizada e a rede mundial de computadores conduziram a um cenário cujas oportunidades são infinitas. Criatividade, iniciativa e coragem para empreender formam a base de uma carreira para a independência financeira. Enquanto a maioria prefere colocar toda a culpa no poder público, alguns ousam perfazer um percurso diferente com as próprias pernas. Quando mulheres como Nicole escolhem este rumo profissional, tomam uma atitude concreta contra a histórica desvalorização do gênero feminino no mercado de trabalho.
Infelizmente, boa parte da nação ainda vive à sombra de políticas populistas que, em vez de promoverem o crescimento do sujeito, fazem-no perpetuar-se na condição de vulnerabilidade. A educação, a cultura, o engajamento e o trabalho têm poderes para acabar com essas injustiças. Não basta querermos mudanças. Precisamos fazer parte delas.

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