Nas últimas semanas, a Copa do Mundo de Futebol tem gerado muito mais do que gols e vibração. Infelizmente, essa edição do maior campeonato esportivo do planeta também ficará marcada por cenas de desrespeito, falta de educação e preconceito. Mais revoltante ainda é sabermos que muitas das cenas mais condenáveis foram protagonizadas por torcedores brasileiros. Falamos, você já deve ter percebido, dos vídeos que circularam pela internet nesses primeiros 14 dias de Copa, nos quais mulheres não são tratadas com o respeito que merecem.
Esconder-se por trás de um idioma é covardia. Debochar de alguém indefeso – já que não compreende e, por isso, não tem defesa – é imoral. Isso é agir com uma desconhecida como, obviamente, não atuaria em seu país, sendo compreendido e exposto ao linchamento público merecido. Você beija uma desconhecida na rua? Então, por que uma jornalista é tratada assim ao trabalhar?
A regra deveria ser clara: se você não faz à frente de seus familiares, amigos e colegas de trabalho, é sinal de que considera errado, e também não deveria fazer quando se sente protegido do julgamento público. Além disso, no mundo atual, onde tudo é filmado e circula através de redes sociais, é idiotice acreditar que as más atitudes passarão ilesas. Não quer o julgamento social? Comporte-se adequadamente e assim poderá andar de cabeça erguida!
Vale, também, voltar quatro anos no tempo e deixar claro que não esquecemos nem aceitamos o comportamento de homens de diversas nacionalidades que vieram ao Brasil assistir a Copa 2014 buscando coisas bem diferentes que futebol. O estigma que o Brasil carrega de “samba, caipirinha e mulata” mostrou-se muito presente. Brasileiras foram tratadas como mercadoria, um simples pedaço de carne. Mas que fique claro: somos um país de mulheres bonitas, sim. E também de mulheres inteligentes. Daquelas que exigem ser respeitadas.

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