Ao mesmo tempo em que o Poder Judiciário avalia denúncias que sugerem ter havido corrupção no governo montenegrino durante a gestão Aldana, a cidade movimenta-se rumo ao futuro. Independentemente dos desdobramentos e das consequências da Operação Ibiaçá, que completa um ano, o município segue sua rotina de trabalho para contornar as dificuldades e edificar um futuro melhor para as gerações mais jovens. O farol a iluminar esses caminhos não pode ser outro senão a educação — área em que temos visto importantes avanços nos últimos anos, como a construção da Escola de Ensino Médio do Sesi, uma referência em ensino de altas competências.
Agora, boas-novas nesta seara advêm no campus local da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), que reforça sua crença em Montenegro e região ao investir em novos cursos. Recentemente, a instituição de ensino anunciou a implantação da graduação em Direito justamente por que a comunidade assim demandou. Ademais — também em atenção a pedidos de montenegrinos e da comunidade do entorno — confirma-se a instalação do Mestrado em Letras. Pouco a pouco, a educação de nível superior expande-se na cidade, produzindo efeitos positivos sobre milhares de pessoas.
A necessidade por estudo é crescente nesta Era da Informação. O Vale do Caí, uma referência na produção de alimentos e em índices de desenvolvimento humano, tem de estar a par destas transformações para não perder espaço, mantendo-se em posição de destaque. No entanto, é preciso reconhecer que a região registra taxas de reprovação e abandono escolar bastante significativas, num claro sinal de que há ainda um longo caminho a ser percorrido no campo da educação. Iniciativas como a da Unisc devem não apenas ser saudadas, mas precisam também servir de alerta para as áreas em que há deficiências. A nossa educação básica está preparada neste sentido?
Outra evidência de que o Vale do Caí necessita progredir do ponto de vista educacional é a situação de poluição em que se encontra o nosso rio. Para que o manancial seja recuperado e preservado são necessárias diversas medidas por parte do poder público, como o tratamento de esgoto doméstico, mas nenhum remédio irá funcionar sem o apoio da população. Urge uma mudança geral de comportamento, que não irá acontecer, porém, sem a construção de um novo nível de consciência e cultura — tarefa em que os bancos escolares continuam imprescindíveis.

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