Há seis anos, a Biblioteca Pública está fechada para obras. Há sete, a população espera pela liberação do acesso a veículos no Morro São João. Já o Ginásio Domingo dos Santos não vê atividades esportivas há 13 anos. Esses são apenas três exemplos dos apresentados numa matéria especial publicada na edição de hoje. É tão inacreditável que tantas obras tenham iniciado sem que sua conclusão seja sequer avistada de longe que até parece haver um “sapo enterrado” em cada uma delas.
Mas não é magie e, sim, incompetência em grandes proporções e que atinge uma série de gestões municipais. Estamos falando de obras iniciadas há mais de uma década, com recursos destinados, com trabalhos iniciados, com cronograma anunciado. Mas que, por uma série de razões – que não servem de explicação convincente – até hoje, a população não consegue usufruir. Além disso, quem já fez uma obra em casa sabe que material parado é sinônimo de custo extra e serviço em dobro.
Vale lembrar que nenhuma dessas obras citadas são inovações ou novos serviços à população. Estamos falando, apenas, de pavimentar uma estrada, reformar um prédio e um ginásio. Será mesmo tão complicado fazer um planejamento orçamentário e de realização das obras para, enfim, vê-las concluídas? Beira o inacreditável percebermos que, entra prefeito e sai prefeito, troca secretariado atrás de secretariado e as obras continuam ali, juntando entulho e desperdiçando dinheiro público. Alguém desenterre esses sapos, por favor. Porque explicações que nada esclarecem a população já não aguenta mais.

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