Em um belo dia, em terras verde-amarelas, a democracia chegou. O estopim foi a marcha pelas ruas dos caras-pintadas. Diretas já! Os velhos puxa-sacos da ditadura se mascararam e lá foram para o poder. Deu no que deu… Aí aquela velha utopia de um trabalhador no poder, de um presidente que fosse a cara do povo, que governasse para todos, que transformasse esta nação econômica, social e politicamente era necessária. Surgiu um ex-metalúrgico, sindicalista e defensor dos trabalhadores. Foi eleito e as cores verde e amarelo foram praticamente extintas e a cor vermelha tomou o lugar delas. Aquelas estrelas da bandeira, todas foram substituídas por uma. Sei lá, talvez a ideia fosse: somos uma unidade só, não sei…
O poder foi corrompido, a velha elite se infiltrou. Com dinheiro dado a torto e a direito, passou a ser o que importava para quem no poder estava. A corrupção foi institucionalizada. Diferentemente da Venezuela, aqui houve um pacto entre a velha política e aquela que o PT vendeu para o povo. O pacto durou até que houve o racha entre eles e os velhos caciques venceram e ao poder voltaram.
O povo viveu um período de sonhos e realizações, mas acordar foi preciso e viu que tudo não passava de uma ilusão. Para os trabalhadores, restou o PT saudações. Independente do resultado proferido no TRF 4, só espero que a justiça seja feita e que a lição seja por todos nós, brasileiros, aprendida e lembrada nas eleições futuras. Quanto ao Lula, o povo decidirá, se for absolvido, se quer repetir a história por todos nós vivida recentemente ou não. Quanto aos políticos que lá estão, parece que estão blindados, naquela velha premissa de que a corda rompe sempre no lado mais fraco… Será?

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