O governo Sartori escancara seu desrespeito com o povo gaúcho com sua total falta de atenção à educação. O Rio Grande do Sul deve boa parte de sua história e crescimento ao forte lastro educacional que teve no passado. Mas, ultimamente, o descaso com a área só agrava os problemas e empurra o Estado para baixo em todos os estudos que medem a qualidade do ensino no país. Escolas aos pedaços, outras fechadas e professores cada vez mais desprezados.
Agora, no momento em que o Estado precisa dar respostas à crise, em particular para a educacional, aprofundada por falta de diálogo e compromisso com servidores e alunos (em uma greve que se prolonga e não parece próxima do fim), o governo gaúcho apresenta o trabalho voluntário em sala de aula como uma alternativa para driblar a paralisação.
A atitude demonstra claramente como esse governo trata a educação. Ao dar de costas para o movimento de professores (que luta por condições dignas de trabalho), o Palácio Piratini abre mão de cumprir com suas obrigações legais que são, nesse caso, educar.
Hoje, a proposta do governo é o trabalho voluntário na educação.
Amanhã pode ser na saúde e na segurança pública. Esse é o resultado de um governo sem projeto. Ao tratar com descaso o nosso sistema educacional, o governo gaúcho mostra a quem serve. Com certeza, não é à sociedade.

Juliano Roso
Deputado estadual pelo PCdoB

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