Na história do Brasil, temos notícias de pessoas evangélicas pelo ano de 1530. Sabe-se que, em São Vicente, viveu um escrivão chamado Heliodoro Hessus. Ele é filho de Eobano Hessus, amigo de Martin Lutero. Outro nome mais conhecido foi o de Hans Staden, um luterano de Hessen que, em 1550, viveu algum tempo no Brasil. No livro que ele editou, após a sua volta à pátria, ele narra a sua prisão, pelos índios, da qual conseguiu fugir, e outros perigos que passou.
A primeira colônia alemã no Brasil surgiu em 1818, na Bahia, com o nome de Leopoldina. No mesmo ano, surgiu a colônia São Jorge dos Ilhéus, também na Bahia. Em 1818, suíços franceses fundaram a colônia Nova Friburgo, no Estado do Rio, à qual se juntaram famílias alemãs, entre elas, o primeiro pastor evangélico no Brasil, P. Sauerbronn.
Os alemães evangélico-luteranos chegaram ao Estado do Rio de Janeiro, em Nova Friburgo, a partir de 1819. Outros grupos se fixaram no estado de Minas Gerais, em Teófilo Otoni (1847), Juiz de Fora (1852), Petrópolis/RJ (1845), e alguns lugares do Estado de São Paulo. Mas grande parte desses imigrantes fixaram-se no Estado do Espírito Santo, em Santa Leopoldina (1857) e arredores. O sul do Brasil recebeu o maior número de evangélico-luteranos nos Estados de Santa Catarina, (Blumenau, em 1850, e Joinville, em 1851) e o Rio Grande do Sul (São Leopoldo, em1824, Santa Cruz do Sul, em 1849).
A forte imigração ocorria devido à Europa encontrar-se extremamente empobrecida. Revoluções e guerras, um regime de servidão, muitas pessoas sendo expulsas da terra em que viviam tornaram insuportáveis a vida por lá. Sem trabalho, sem casa, atravessar o oceano alimentava as perspectivas de vida nova. Famílias deixaram sua pátria, romperam laços e embarcaram em navios, com condições precárias, para chegar no Brasil.
Em sua maioria, os imigrantes evangélico-luteranos não tiveram uma vida fácil. Eles tinham que colonizar terras onde outros não queriam viver. Trabalhavam incansavelmente para alimentar suas famílias. No entanto, diante da árdua vida, eles persistiam em sua fé evangélica. Muitos trouxeram a Bíblia, hinário e o Catecismo Menor. Com muito esforço, abriram estradas, construíram capelas para realizar os cultos, que também serviam como escola. As primeiras capelas não podiam ter torre ou sino, pois o governo só reconhecia a Católica, a religião oficial do País.
Junto com os imigrantes, vieram alguns poucos pastores. Mas onde não havia pastor, era prática os luteranos se reunirem para ler a Bíblia, orar, cantar e estudar o Catecismo Menor. Mesmo assim, as primeiras comunidades evangélicas passaram por grandes dificuldades. Era longe ir aos cultos e difícil conseguir construir um local de encontro, porque as pessoas eram pobres. O casamento evangélico-luterano, a princípio, não era reconhecido perante as leis do país. Somente o casamento católico era legal na época. Apesar das dificuldades, os evangélicos resistiram, fazendo surgir várias comunidades e construindo igrejas.
(Não perca, na próxima semana, conto mais dessa história para vocês).

Thiago Pagung Lauvers – Estudante de Teologia

Avisos da Semana
– Quinta, 01/02, às 19 horas, diálogo pré-batismal, com pais, padrinhos e madrinhas.

– Domingo, 04/02, às 9 horas, Culto com Sacramento do Batismo e bênção às crianças.

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