Era uma vez uma aranha. Ela vivia alegre e feliz em sua teia, tecida eestendida entre dois galhos de árvore. Tudo ia muito bem até um dia emque a bicharada se reuniu. Ela ouviu opiniões como: “o mundo ficou diferente”,“deve haver renovação”, “o que comanda o mundo hoje é isso eaquilo”, e assim por diante.
Ela sempre fora muito calma e dificilmente se irritava. Mas, agora, jáera demais. Chamá-la de antiquada, de fora de moda e de velha, isto elanão aceitava. Ficou nervosa e começou a inspecionar a sua bela teia. Masnenhum fio era supérfluo. Cada fio tinha a sua utilidade.
Quase desesperada diante de tanta crítica e cobrança, finalmenteencontrou um fio, que, aparentemente, não servia para nada. Era um fio que vinha de cima, do galho mais próximo, até embaixo. Este nunca pegaranada, nem mesmo uma mosca. Este era supérfluo e serviria para a renovação.Cortou-o rapidamente. Mas no mesmo instante a teia caiu. Estefio era o fio central, que segurava toda a teia. Deste pequeno fio dependiatudo.
O mundo de hoje está repleto de ideias, filosofias e movimentos quesugerem a modificação de praticamente tudo. Em toda parte, também nafamília e na igreja, procuram-se novas formas de assistência, de educação,de trabalho e de convivência. Mas, as ofertas são tantas, tão diferentes econtraditórias que, muitas vezes, ficamos confusos e embaralhados. E seguidamentepercebemos a diluição da fé, isto é, passamos a relativizartudo.
Por isso, devemos tomar cuidado para não seguir o exemplo daquelaaranha. Convém jamais romper aquele fio que vem de cima e do qual dependetoda a estrutura e firmeza da teia da nossa existência. Devemos“provar os espíritos” e aprender a discernir entre o essencial e o supérfluo.
P. Cleber Fontinele Lima

Programação da Semana
– 16.11: quinta: 19:30h Ensaio do Coral;
– 17.11: sexta: 20h Reunião da LELUT com encerramento das atividades do ano;
– 18.11: sábado: 15:30h JEMON; 19h Culto de Confirmação;
– 19.11: domingo: 20h Culto no centro;
– 21.11: Terça: 16h Celebração no HM(OASE).

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