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Recentemente, com o auxílio da endocrinologista Aline Damé D’avila, o Ibiá Saúde fez um alerta sobre os remédios para emagrecer, utilizados de maneira indiscriminada e que podem trazer graves riscos. Porém, há alguns “truques” usados por quem quer perder medidas que por serem naturais, ninguém reconhece como “remédios”. Mas será que aquele chá emagrecedor faz mesmo resultado. E, ainda mais: seria ele menos comprometedor à saúde que os medicamentos? Pedimos que Aline Damé D’avila esclareça também esse assunto.

Ela cita que existem muitos chás – carqueja, alcachofra, camomila, chá verde, valeriana, hibisco, entre outros – que prometem efeito de perda no peso. Mas é bom não jogar todas as esperanças de emagrecer neles. “Nenhum com estudos mostrando efeito confirmado no peso. Eles podem ser usados como auxiliar na perda de peso, mas o ideal é sempre ir se variando os chás, nunca se tomar mais do que uma semana consecutiva o mesmo”, destaca a endocrinologista.

Já a cafeína mostra resultados modestos, mas positivos, para a perda de peso em alguns estudos, mas com divergência na dose terapêutica/maléfica, sendo muito tênue a diferença de ambas. “O limite mais seguro seria até 2.5 mg/kg. A partir disto alguns pacientes já apresentam agitação, taquicardia, insônia e até constipação”, diz Aline. O gengibre e pimenta também são conhecidos auxiliares no aumento da termogênese, que auxilia na queima calórica. “Mas claro que sem uma dieta adequada e atividade física, não conseguirão ter resposta na redução do peso”, enfatiza a especialista.

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Aline Damé D’avila, endocrinologista
Crédito: arquivo Ibiá

Já a Quitosana é um conhecido emagrecedor comercializado. Aline Damé D’avila explica que esse remédio é feito da fibra de crustáceos, prometendo a não absorção de gordura nas fezes, tendo efeito na regulação intestinal e disabsorção de gorduras. Porém, isso pode ser um problema para a saúde, vista a necessidade para o bom funcionamento do cérebro, assim como das vitaminas e das gorduras boas. “O que temos que evitar é a ingestão de gorduras saturadas e trans”, salienta a médica.

Se você está iniciando 2018 com planos de emagrecer é importante lembrar que não há fórmula mágica. Seja com o auxílio de remédios ou chás, mudanças alimentares e a prática de exercícios físicos será necessária. “Atualmente tem uma grande indústria alimentícia, querendo vender cada vez mais produtos processados, ricos em carboidratos, açúcares e gorduras trans. Também há uma indústria farmacêutica querendo sempre vender um milagre para emagrecimento. É preciso mudar hábitos de vida”, orienta Aline. Nem mesmo a cirurgia bariátrica terá seus efeitos mantidos em longo prazo se não forem corrigidos erros alimentares e se não tiver a prática de atividade física regular.

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