Agora adulta e casada, Laura ainda sofre o impacto dos abusos sofridos na infância. Crédito: Divulgação rede Globo

O Conselho Federal de Psicologia do Brasil manifestou-se essa semana através de uma carta aberta contra a novela O Outro Lado do Paraíso, exibida pela Rede Globo. As críticas se referem a personagem Laura, vivida por Bella Piero. Ela foi abusada quando criança e agora, já adulta e casada, sofre por conta de abusos sexuais sofridos no passado e procura ajuda profissional. Porém, ao invés de ter apoio de um psicólogo, é com uma advogada que ela faz sessões de hipnose e coaching.

O que mais revoltou os profissionais na trama assinada por Walcyr Carrasco foi a cena em que a advogada Adriana (Julia Dalavia) explica que é coach e que faz hipnose, citando a escola em que fez a formação. Tudo não passou de merchandising do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). O Instituto já confirmou que pagou à Globo pela divulgação. A Rede Globo também se manifestou através de nota em que cita as novelas como “obras de ficção, sem compromisso algum com a realidade” e defende as cenas envolvendo a trama da personagem Laura.

Essa não é a primeira vez que O Outro Lado do Paraíso irrita os profissionais da saúde. Em novembro passado, logo após a trama estrear, foi a vez dos psiquiatras manifestarem desagrado pela forma como as doenças mentais eram representadas. As sequências em que a personagem principal, Clara, vivida por Bianca Bin, foi dopada, internada num manicômio e recebeu choques elétricos geraram revolta por não condizerem com o tratamento oferecido e contribuírem com preconceito.

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