Nádia fez uma promessa à Nossa Senhora de Lourdes para que sua filha, que sofria de endometriose, engravidasse

Dos Navegantes. De Lourdes. Aparecida. Tantas outras. Não são poucos os fiéis que colocam na Nossa Senhora de sua devoção a esperança de cura. A grande maioria dos milagres reconhecidos pelo Vaticano atualmente envolve a cura de doenças. Nossa Senhora de Lourdes, conhecida como a Santa protetora dos enfermos, 70 casos reconhecidos oficialmente como milagres. O mais recente é de 2008 quando a freira Bernadette Moriau, então com 69 anos, muito doente, teve uma melhora considerada “repentina, instantânea, completa, duradoura e inexplicada”.

O processo para registro de um milagre é longo e difícil, mas encontrar relatos de quem acredita ter sido abençoado não. Em Maratá, na procissão em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, não faltam pessoas agradecendo pela cura ou pedindo por uma graça de Lourdes. Uma dessas devotas é Nádia Flores. Durante a celebração de fé, ela aproximou-se da gruta dedicada à Santa e depositou um vaso com rosas brancas. Nele estava escrito o nome de seu neto, Pedro, de apenas cinco meses.

Nádia relatou que estava ali cumprindo uma promessa. Sua filha, Thuani Flores Braga, tinha indicação médica para engravidar devido a endometriose. Mas não estava conseguindo. A família temia que a doença do aparelho reprodutor feminino evoluísse para um câncer. “Eu então pensei em Nossa Senhora de Lourdes. Ela sempre me deu o que pedi. Prometi que se minha filha engravidasse, traria flores brancas até a gruta. E veio o Pedro”, conta a avó.

Com Pedro ainda tão jovem, Thuani não pode trazê-lo à procissão, mas a mãe mantinha contato com ela e no neto a todo o momento. Mesmo à distância, agradecia a graça alcançada através da fé de Nádia. A avó conta que sonhou com Pedro antes da filha descobrir a gravidez e chegou a alertá-la de que seu menino estava a caminho. “Não acreditaram. Mas eu tinha certeza.

Sabia que era um menino. Vi o rostinho dele no sonho”, relata. A gravidez confirmou-se e vários meses depois a família confirmou ser um menino. Agora, a roseira da casa não para de dar flores e Nádia promete seguir levando-as para Nossa Senhora de Lourdes.

fé, promessas, cura, fé e saúde, medicina espiritual, Nadir Marcadella
A fé é companheira de Nadir e a amparou enquanto o marido se recuperava de complicações por um AVC

Promessa a Navegantes ajudou a superar dias difíceis
Nadir Marcadella nem gosta de tocar no assunto. Foi necessária insistência para ela aceitar contar à reportagem do Ibiá a respeito dos tempos difíceis que sua família viveu quando seu marido, Milto Marcadella, de 70 anos, teve complicações de saúde. O último AVC, há três anos, deixou sequelas. Mas eles sempre contaram com a fé para ajudá-los a superar o momento difícil. A família é devota de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora dos Navegantes. Por muitos anos eles foram os festeiros a organizar a tradicional festa a Navegantes, da comunidade de Porto dos Pereira.

O casal de agricultores que produz verduras conta hoje com a ajuda dos filhos, no serviço do dia a dia e, também, para acompanhar a procissão. “Agora eles que nos levam. Deus me livre de não participar”, diz Nadir. Ela fala com alegria que o marido estava, no momento da entrevista, trabalhando. “Ele segue firme, apesar das sequelas”, resume ela. No momento mais crítico, Milto passou duas semanas em internação hospitalar, em Porto Alegre. Na localidade onde moram, os amigos trouxeram à casa dos Marcadella a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes – que costuma passar por todas as residências – rezaram e fizeram promessas pela recuperação. “Me agarrei na fé nesse momento”, reconhece ela. Pela Santa ter essa passagem itinerante na comunidade, Nadir não a tem em casa representada em uma imagem.

Porém, outra santinha em quem deposita confiança está sempre ali perto. É Nossa Senhora Aparecida. A grande imagem que ela ganhou há muitos anos já caiu e se quebrou, mas foi colada. “Não fico sem ela”, conta dona Nadir. A fé a acompanha diariamente, mesmo que em silêncio, quietinha quando ela reza nas madrugadas. “Se não posso dormir, rezo. Foi tão difícil que eu não gosto nem de lembrar. Chorava pelos cantos”, conta Nadir, que revela ter feito uma promessa pela cura do esposo. “Levar um vaso de crisântemos todos os anos na igreja”, complementa. Doença passada, promessa cumprida, agora é tocar a vida, sempre com a proteção das santas de devoção.

 fé, promessas, cura, fé e saúde, medicina espiritual, Reinaldo Alnei Ew
RECEBER transplante em 12 de outubro tornou Reinaldo devoto à Nossa Senhora Padroeira do Brasil

Um presente de Nossa Senhora Aparecida
O dia 12 de outubro de 2017 ficou marcado para Reinaldo Alnei Ew. Os leitores do Ibiá Saúde conhecem bem sua história. Por uma doença que causa insuficiência renal ele precisou realizar hemodiálise – procedimento em que durante quatro horas uma máquina filtra o sangue – três vezes por semana e teve a indicação para transplante.

Reinaldo nunca foi religioso. Ele se considera membro da Igreja Evangélica Luterana, mas não é praticante. Sempre tratou a doença com a medicina tradicional e nunca esperou por uma ajuda divina. O que não impediu que seu nome fosse colocado em muitas orações, praticadas por amigos e familiares que o amam. Sem que ele soubesse, seu nome esteve em preces das igrejas católica e evangélica, centro espírita e no terreiro de umbanda.

Em agosto, após toda a bateria de exames necessária, Reinaldo enfim entrou na fila para transplante. Tentou não criar expectativas e seguiu a vida, fazendo as sessões de hemodiálise e trabalhando como repórter aqui no Jornal Ibiá. Chegou outubro, época em que tradicionalmente os veículos de comunicação recordam a história da Santa Padroeira do Brasil. Em 2017 foi especial porque se completavam os 300 anos de quando a imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Reinaldo quis contar essa história e se envolveu com ela, percebendo sua importância.

No dia 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida e dias das crianças, Reinaldo estava de plantão. Entre uma pauta e outra toca o telefone. Uma comunicação da Santa Casa de Porto Alegre lhe informava haver um rim compatível e que ele deveria ir até a Capital Gaúcha. Naquela madrugada o transplante foi realizado numa tranquilidade que surpreendeu a todos.

Se antes a religiosidade nunca esteve tão próxima de Reinaldo, hoje algo mudou. “Ter sido no dia da Padroeira do Brasil acabou me tocando, pois havia feito matéria falando dela. Hoje tenho mais fé na religiosidade”, conta ele. Depois de recuperado da cirurgia, durante uma viagem, ele comprou e trouxe ao jornal uma imagem da Santa, que atualmente está na redação.

“Não tem como, em uma situação dessas, não se sentir tocado por algo maior do que nós humanos”, define ele, hoje já bem mais crédulo que no passado. “Depois de me envolver na história única e surpreendente da Padroeira, de ter trabalhado para que nossos leitores conhecessem a mensagem que traz sua aparição, não tinha como não pensar que a Santa olhou e ainda olha por minha saúde”, finaliza Reinaldo.

LEIA MAIS
“Nunca vi ateu em leito de morte”, diz médico
A cura que vem com benzedura
Estudos comprovam relação entre fé e saúde

Deixe seu comentário