Mais de 100 milhões de preservativos serão distribuídos em todo o país. Método é eficaz contra Infecções Sexualmente Transmissíveis e gravidez não planejada. Crédito: reprodução internet

Os foliões podem comemorar porque, enfim, é Carnaval. Vale acompanhar os desfiles, ir aos bailes ou seguir o trio elétrico. Mas não esqueça que na quarta-feira de cinzas a folia termina, a vida volta à rotina e sua saúde precisa estar em dia. Infelizmente, o período de Carnaval pode se tornar arriscado ao contágio de Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST’s, devido a prática de relações sexuais sem preservativo.

“Prevenir é Viver o Carnaval” é o tema da Campanha de Prevenção do Carnaval 2018, lançada pelo Ministro da Saúde Ricardo Barros. A campanha dá continuidade à lançada durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, e visa fortalecer as diversas formas de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis como o HIV/Aids.

Mais de 100 milhões de preservativos serão distribuídos em todo o país. “Esse quantitativo é relevante porque queremos que os foliões de todo o Brasil, em conjunto com seus parceiros, se conscientizem da importância do uso de preservativos”, explicou o ministro. Para Barros, campanhas como essa, que se estenderão por todo o ano, irão possibilitar ao país reduzir não só os números de HIV e Aids, como também de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Em Montenegro, não haverá distribuição direta de preservativos à população pela secretaria da saúde. O material será disponibilizado, conforme solicitação, para locais que realizarão eventos. Porém, a distribuição ficará a cargo da organização do evento.

O HIV hoje no Brasil
Atualmente, cerca de 830 mil pessoas vivem com HIV e Aids no país. São 694 mil pessoas diagnosticadas, e 548 mil pessoas em tratamento. Estima-se que 136 mil pessoas ainda não sabem que estão com HIV e que 196 mil sabem que tem o HIV e não estão em tratamento. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, os jovens são os que menos usam preservativos, razão pela qual são foco da campanha de Carnaval. Dados da Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas apontam queda no uso regular de camisinhas entre a faixa etária de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

O hábito de não usar camisinha tem impácto direto no aumento de casos de HIV e Aids entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, o índice aumentou, passando de 3,0 em 2006 para 5,4 em 2016.

Testes rápidos apontam HIV, Sífilis e Hepatite B e C
Segundo a enfermeira Helena Maichrzak, e a assistente social Ana Paula Martins, da Secretaria da Saúde de Montenegro, a realização da testagem rápida é um elemento importante da prevenção, pois, a partir dela, é possível conhecer o estado sorológico da pessoa e adotar medidas adequadas para a atenção em saúde. “Quando a pessoa realiza o teste e o resultado é positivo ela é encaminhada para serviço especializado, no município, para iniciar tratamento sem precisar passar por fila e espera”, destaca Ana Paula Martins.

Sendo resultado negativo a pessoa é orientada a continuar se protegendo por meio das medidas preventivas de escolha, ou seja, continuar usando preservativo feminino ou masculino que é ainda a principal e mais eficiente maneira de se evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST’s. A realização da testagem rápida é gratuita e sigilosa, está disponível em todos os postos mediante agendamento. Os testes rápidos existentes são de HIV, Sífilis e Hepatite B e C.

Para esse ano, o Ministério da Saúde elenca como tema de campanha de Carnaval a “prevenção combinada”, que tem como proposta englobar diferentes métodos importantes de prevenção. Eles abrangem, além do uso de preservativo feminino ou masculino, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das IST’s, testagem rápida, profilaxia pós-exposição sexual ao HIV, imunizações para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical (de mãe para filho durante a gestação e parto) de HIV, Sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo com HIV/Aids, redução de dados entre outros.

Lembre-se: camisinha sempre
O preservativo é recomendado em todas as relações sexuais. Ele é ainda mais indicado em relações não estáveis, com troca de parceiros ou recentes. Isso porque usar a camisinha previne de inúmeras doenças como sífilis, herpes genital e a AIDS. Além disso, é uma forma de evitar a gravidez, muito mais saudável, por exemplo, que a pílula do dia seguinte, que tem uma carga hormonal muito intensa.

Compartilhar

Deixe seu comentário