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sob altas temperaturas, alimentos se tornam um convite à proliferação de bactérias. Crédito: reprodução internet

Sol, mar e comidas gostosas. Uma combinação que agrada a todos, mas que pode trazer problemas de saúde. Muitos dos alimentos comumente consumidos à beira mar ou em quiosques e restaurantes próximos de piscinas e rios têm sua qualidade comprometida por ficarem sob altas temperaturas. Frutos do mar, maionese, queijo coalho ou sanduíches com embutido, entre outros, são alimentos que, quando mal acondicionados, podem gerar intoxicação alimentar.

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Guilherme Augusto Rolim de Moura, nutrólogo. Crédito: reprodução internet

De acordo com o nutrólogo Guilherme Augusto Rolim de Moura, no Verão, as chances de ter uma intoxicação aumentam, devido à exposição dos alimentos ao calor. “A conservação e validade dos alimentos são prejudicadas pelo aumento da temperatura e os agentes causadores dessa doença tendem a se multiplicar”, explica. Para a maioria das pessoas, a intoxicação gastrintestinal é uma experiência desagradável que dura entre um a dois dias. Normalmente, o próprio organismo cria mecanismos de defesa e regulariza a função intestinal.

Porém, em crianças pequenas, idosos, pessoas com o sistema imunológico comprometido e mulheres grávidas, as ocorrências podem ser perigosas. “As crianças não têm o sistema imunológico totalmente fortalecido e, por isso, são mais suscetíveis a esse tipo de doença e merecem atenção especial. Qualquer pessoa nesses grupos de risco deve procurar imediatamente um serviço médico de emergência”, destaca o nutrólogo do Hospital Nossa Senhora das Graças.

Sintomas e tratamento

A intoxicação alimentar é uma reação do organismo à ingestão de água ou alimentos contaminados durante o preparo, manipulação ou armazenamento. Os sintomas são náuseas, fraqueza ou cansaço, dor abdominal e diarréia. Também pode ocorrer febre, dor de cabeça e no corpo. Quando há perda excessiva de líquidos nas fezes e vômitos, a pessoa pode sentir-se desidratada, com a boca seca, tontura, diminuição da urina, taquicardia, queda da pressão arterial, irritabilidade e confusão mental.

Para se prevenir é indicado só consumir alimentos com a certeza da procedência, além de lavar as mãos antes de preparar as refeições. Tudo o que é consumido com casca – frutas, verduras e legumes – também deve ser higienizado. Verifique a validade dos alimentos e mantenha-os na temperatura indicada. Em caso de suspeita, é aconselhável repousar, ingerir líquidos para hidratar o organismo e, assim que conseguir alimentar-se, fazer refeições leves.

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tenha cuidado ao consumir caipirinha. Sob o sol, limão e abacaxi podem queimar a pele. Crédito: reprodução internet

Fruta e exposição ao sol nem sempre combinam
Jamais consuma frutas cítricas sob o sol. Elas provocam “fitofotodermatose”, ou seja, seu contato com a pele sob os raios solares intensos geram queimaduras. Por isso, nunca consuma abacaxi, laranja ou bergamota na beira da praia. E deixe para se deliciar com uma caipirinha sob o guarda-sol. O ideal é utilizar o canudinho para consumir a bebida, assim não há o risco de algum resquício do limão da bebida ficar nos lábios e causar manchas. Caso você se descuide e as queimaduras surjam, é indicado lavar com água limpa a região afetada e procurar um dermatologista.

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