Inca também divulgou dados que relacionam o fumo com a obesidade abdominal. Foto: banco de imagens

Felizmente, o número de brasileiros que fuma está em queda. Em 2006 eram 15,7% da população e, em 2017 reduziu para 10,1%. Os dados são do Ministério da Saúde e apontam também que a frequência do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras caiu 36% no mesmo período. Os números foram divulgados em uma referência ao Dia Mundial sem Tabaco, celebrado no último dia 31.

As informações são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017), feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal, com 53.034 entrevistas. Na ocasião do anúncio dos dados, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) divulgou também o estudo “Avaliando a relação entre tabagismo e obesidade abdominal em uma pesquisa nacional entre adolescentes no Brasil”. O resultado revela que a proporção de circunferência de cintura elevada entre os meninos fumantes diários foi 130% maior do que entre os não fumantes. Entre as meninas fumantes, esse percentual foi cerca de 60% maior quando comparadas às não fumantes.

O estudo não visou estabelecer uma relação causal entre o tabagismo e aumento da circunferência abdominal, porque os adolescentes não foram acompanhados durante anos. Não é possível dizer que os adolescentes já estavam com a circunferência da cintura acima dos padrões antes de começar a fumar ou vice-versa. O fato é que a coexistência desses dois fatores de risco, já nessa fase da vida, é algo preocupante, uma vez que esse cenário pode se perpetuar na fase adulta e representa um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, câncer e diabetes.

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