Cate disse que não foi para dar o Nobel da Paz em Cannes. Foto: Reprodução da internet

O júri do prestigiado Festival de Cinema de Cannes, em sua 71ª edição neste ano, foi dominado por mulheres e teve como presidente nada mais nada menos do que Cate Blanchett. A atriz deu um show de respostas diretas à imprensa, pautando a igualdade de gênero no mundo cinematográfico.
Ao ser questionada por um repórter sobre o júri deste ano ser ou não ser com o maior número de mulheres na história do festival, a atriz também alfinetou a indústria cinematográfica. Cate respondeu imediatamente que “não”. “Antes de aceitar o cargo de presidente do júri, havia estabelecido condições para Thierry Frémaux, diretor de Cannes”, revelpu.

A presidente do corpo de jurados contou ainda que um de seus primeiros questionamentos a Thierry foi sobre a paridade de gênero racial na equipe julgadora do festival.

Quando o júri foi perguntado sobre o fato de apenas três dos 21 filmes que competem no festival terem sido dirigidos por mulheres, Blanchett respondeu: “Há alguns anos, havia apenas dois, e sei que o comitê de seleção tem mais mulheres a bordo do que em anos anteriores, o que obviamente mudará a lente através da qual os filmes são escolhidos. Mas essas coisas não vão acontecer da noite para o dia”, afirmou.

Paralelamente aos discursos e movimentos de igualdade de gênero no mercado cinematográfico, o ator britânico Benedict Cumberbatch, protagonista de sucessos como Sherlock na TV e Doutor Estranho no cinema, afirmou na semana passada que irá rejeitar papéis caso não paguem o mesmo às atrizes.
“Igualdade de remuneração e um lugar à mesa são os princípios centrais do feminismo. Veja as cotas. Pergunte quanto está sendo pago e diga: ‘Se ela não for paga da mesma forma que aos homens, eu não vou fazer isso’”, disse o ator.

As declarações de Cumberbatch surgem após as polêmicas no Reino Unido sobre a diferença salarial entre atores e atrizes. Há duas semanas, foi divulgado que a atriz Claire Foy, protagonista da série do Netflix, The Crown, na qual ela interpreta a rainha Elizabeth II, ganhava menos que o seu par Matt Smith, que vive o príncipe Philip – o marido da soberana.

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