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Os super-heróis venceram os ambientes das Histórias em Quadrinho (HQ) e têm registrado recordes de bilheteria nos cinemas mundo afora. Em Montenegro, de acordo com o proprietário do Cine Mais Arte Tanópolis, Ewerton Brandolt, os mais assistidos foram Vingadores: Guerra Infinita, Mulher Maravilha, Thor: Ragnarok e Batman vs Superman. No mundo, as bilheterias registram os melhores números da história no gênero com “Vingadores: Guerra infinita” – US$ 640 milhões, “Batman v Superman: A origem da Justiça” – US$ 422 milhões e “Vingadores” – US$ 392 milhões.

E com a democratização dos personagens e de suas jornadas a partir do advento da internet, há um público apreciador do gênero cada vez maior. Se essa é mais do que uma boa época para ser fã, com tanto material disponível? Sem dúvidas, de acordo com o técnico em radiologia Guilherme Esswein, 30 anos. Aficcionado desde criança pelos quadrinhos, conta que evoluiu o gosto junto com as produções cinematográficas e afirma: “sou um fã bastante compreensivo (referindo-se às adaptações das histórias ao cinema)”.

“É a melhor época para se viver. Porque eu cresci esperando o momento em que veria todos esses personagens na tela, em ação, de forma um pouco mais real. Até existiam filmes nos anos 90, mas eram muito ruins”, pontua.

Ainda se recuperando da ousada produção da Marvel, Vingadores: Guerra Infinita – a qual confessa já ter assistido três vezes-, Guilherme tem por super-heróis preferidos Thor – o Deus do Trovão e Superman.

O fã começou a gostar do gênero quadrinhos quando a mãe o presenteou com gibis da Turma da Mônica. “Eu tinha recém aprendido a ler, e isso me ajudou muito com a leitura. Mais tarde, ganhei dela uma revista do X-Men. Depois dessa HQ, fiquei fissurado. Passei a olhar desenhos, curtir X-Men, usufruindo muito desse material”, relata Guilherme.

De apreciador a colecionador, o jovem afirma que, atualmente, as poucas Histórias em Quadrinhos que possui – e lê – é através da tela do computador.

Quadrinhos x cinema
Muitos fãs de HQs divergem sobre a qualidade da adaptação das histórias para as telas. Guilherme não é um deles. “Eu sei que, como o cinema é outra plataforma, as histórias são contadas de forma diferente. Óbvio que, por exemplo, Thor poderia ser muito mais explorado, tanto em poder quanto em enredo. Mas entendo que nas produções cinematográficas as coisas não são tão simples. Às vezes, as narrativas têm de ser contadas de forma rasa para agradar ao grande público”, acredita.

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E citando uma fala de Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, o fã lembra que folhas e telas são universos diferentes. “Isso passa a ser uma desculpa utilizada pela produção e ao mesmo uma bengala de apoio. Bengala no sentido de ‘viu, nós podemos fazer um personagem um pouco diferente do que nas HQs porque é em um universo diferente’. Mas claro que, dependendo de como o herói for retratado no cinema, pode comprometer, de certa forma, o personagem”, pontua.

Thor e Guerra Infinita
Elegendo entre todos os outros heróis (entre Marvel e DC) o Deus do Trovão, Thor, Guilherme tem gostado, nas últimas produções, do destaque dado ao personagem. “Quanto ao filme que eu mais curti, eu ainda estou muito no hype do Guerra Infinita. Cara, eles acertaram muito no tom. Eu estava um pouco assustado porque Thor Ragnarok foi um pouco comédia demais. Não que eu não tenha gostado, até porque, na minha opinião, foi nesse filme e no Guerra Infinita que estão acertando, dando mais profundidade ao personagem, até no poder dele propriamente dito”, diz.

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Técnico em radiologia Guilherme Esswein, 30. Foto: reprodução Facebook

Guilherme também explica que, em relação às HQs, as histórias tendem a evoluir. “Ela vai ficando mais profunda. Termina e recomeça, de uma forma cíclica. E há a jornada do herói, também utilizada nos filmes, em que ele é apresentado para o desconhecido, passa por dificuldades, acha que vai desistir, supera e tem a glória redentora”, salienta.

E a importância de retratar todas essas jornadas de bravura e heroísmo, seja nos livros ou cinema? A de amadurecimento e formação de caráter desde a infância. “Eu cresci lendo histórias de super-heróis e sempre tentei pegar a essência do que estava sendo contado, o sentimento, a bravura. Não lia apenas como um simples passatempo. Eu tinha medo de escuro e, na época, assistia a um desenho, Os Cavaleiros do Zodíaco, e então eu pensava: se eles tinham coragem, eu também tenho pra enfrentar meu medo. Isso mostra como uma HQ e desenho pode ser importante para uma criança. Por isso eu fico muito feliz e espero que, cada vez mais, a gente tenha esse tipo de mídia envolvendo a gente”, conclui.

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