Após mais de 20 anos de afastamento, Michael Kiske e Kai Hansen voltaram aos palcos com o Helloween nesta turnê

Diante de um público ensandecido que quase lotou o Pepsi On Stage, em Porto Alegre, nesta terça-feira, a banda alemã de metal Helloween fez um showzaço para fã nenhum botar defeito. Primeiro porque reuniu a formação clássica e revisitou os principais hits empilhados ao longo de mais de 30 anos de carreira, em todas as fases. Depois, porque o grupo levantou o público com um show à parte em termos de pirotecnia, como uma “chuva de prata” ao final das quase três horas de som pesado que caracterizam a turnê “Pumpkins United 2017/2018”.

Como nunca antes em solo gaúcho, os metalheads assistiram a um Andi Deris com plena potência vocal, mas também pela entusiasmante presença de palco. O mesmo se pode afirmar de Michael Kiske, que semanas atrás teve problemas com a voz durante a turnê, mas correspondeu às expectativas em Porto Alegre mesmo nos tons mais difíceis de atingir.

Outro ícone de volta à banda, o guitarrista Kai Hansen incendiou o coração dos fãs, principalmente os nostálgicos, pela forma virtuosa com que toca e interage com os espectadores. Foi pouco para os microfones principais, mas sempre com força e competência, a plenos pulmões. Veloz e melódico, o Helloween é desses exemplos de banda raiz que entrega o melhor de si para os fãs, que, por sinal, são das mais variadas faixas etárias (incluindo pais com filhos adolescentes). E, ao que tudo indica, agora também um case de sucesso em termos de reconciliação nos palcos.

Natural de Montenegro, Ewerton Maidana, 37 anos, saiu do Pepsi On Stage em êxtase. Não apenas porque havia visto os alemães pela terceira vez na capital gaúcha, mas também porque era a formação original. “Quando anunciaram essa turnê com o retorno do Kai Hansen e do Michael Kiske foi um alvoroço total. É de ficar abismado, porque eles se sobressaem a cada ano, tanto musicalmente quanto em estrutura de palco. A produção deles está estupenda. Eles deixam o público para cima o tempo todo, sempre cantando junto”, enaltece o fã.

O montenegrino Ewerton Maidana levou a namorada Reni ao show
no Pepsi On Stage, no dia 31, e saiu de lá em êxtase com o que viu. Foto: Arquivo Pessoal

Para Maidana, o ápice da noite foi ver, lado a lado, Kiske, Hansen e Deris mais o baixista Markus Grosskopf, o guitarrista Michael Weikath, o baterista Dani Löble e o também guitarrista Sascha Gerstner. “Os caras são astros do metal. É nostalgia pura presenciar aquilo. Imagina que havia pais metaleiros levando seus filhos para curtir o show. Não é qualquer banda que consegue isso. O Helloween tem esse diferencial”, ressalta.

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