Maitê, ao centro, posa com meninas que vestem suas peças. Foto: arquivo pessoal

O mundo respira moda. Desde o momento que você coloca o pé para fora de casa, está vestido exatamente como quer se mostrar para o mundo. A moda demonstra sua personalidade, gostos pessoais e direciona o modo como as outras pessoas enxergam você. E ela está presente em tudo: no cinema, nas novelas, na história e em basicamente tudo que permeia a era pós-capitalista.

Quem da época de 1960 não lembra das roupas luxuosas vestidas por Holly Golightly (Audrey Hepburn) em Bonequinha de Luxo — looks ícones para a atualidade? Ou, mais recentemente, as referências africanas presentes no figurino de Pantera Negra?

Formada em Moda pela Feevale, em 2015, Maitê Staudt, 28 anos, afirma que comportamentos e sentimentos podem ser transmitidos através da moda. “Podemos falar sobre assuntos que podem ser tabus, expressar nossa opinião sobre determinado assunto a partir dela. E penso que ela conversa e se manifesta entre gerações, credos e raças, tendo o poder de unir pessoas, causas e ideais”, explica.

Com sete anos de atuação profissional nesta área, Maitê atua como coordenadora de criação e desempenha tarefas como pesquisar, desenhar, escolher tecidos, cartela de cores e negociar com fornecedores.

“É um trabalho com uma rotina bem dinâmica. Nenhum dia é igual ao outro e isso me estimula. Foi através do meu trabalho na Borda Barroca que me apaixonei por esta profissão. Sou completamente realizada com a vivência diária do desenvolvimento de produto, pois acredito que a maneira como nos vestimos fala muito sobre quem somos, nossos gostos e preferências”, relata.

Roupa feita por Maitê Staudt, formada em Moda. Foto: arquivo pessoal

Até a vitrina, que faz você achar uma peça de roupa tão especial, a sua cara, é pensada por quem entende e, mais do que tudo, sente prazer em fazer isso. Mais do que objetos, a moda vende sentimentos para quem quer se sentir especial e único. E foi pelas vestes das Barbies que Maitê teve suas primeiras experiências com a área. “Comecei a pedir para minha mãe retalhos de tecidos, agulha e tesoura para fazer as minhas próprias roupas para as Barbies. A primeira, recordo, foi uma calça toda costurada à mão. Lembro que na época minhas amigas ficaram enlouquecidas, pois queriam usar calças também nas suas bonecas. E assim fui fazendo as roupinhas e criando o desejo de seguir nesse ramo no futuro”, relata.

Economia
A moda movimenta, anualmente, bilhões mundo afora. E o mercado se reinventa, adaptando-se às peculiaridades de cada época. Hoje, como exemplo, milhares de marcas têm investido em produtos sustentáveis para conquistar um novo consumidor, mais consciente e preocupado com questões ambientas. E para 2018, segundo prospecção do Sebrae Mercados, a expectativa é de bom cenário para o setor. O cruzamento de duas grandes variáveis, economia e tecnologia, é analisado para chegar a esse posicionamento. Referente ao faturamento do varejo de moda nesse ano, ele deverá ultrapassar R$ 200 bilhões de reais.

Ícones do cinema
Holly Golightly (vivida por Audrey Hepburn) – Com roupas luxuosas, a personagem marcou a história do cinema. Vestidos elegantes, scarpins de salto alto e muitas cores sóbrias, as roupas vestidas por Audrey ainda hoje são pesquisas no Google. Também a personalidade de Holly, à frente de sua época e representada em suas vestimentas, contribui para o grande sucesso.

Marilyn Monroe – Atriz e sex symbol da década de 50, ainda hoje o cabelo curto e louro e o batom vermelho, característicos de Marilyn, são lembrados. Com vestidos de comprimento midi rodados e decotados, serviu de referência para muitas que vieram depois dela. Na construção de sua imagem, as vestimentas e maquiagens tiveram papéis protagonistas. E quem esquecerá da cena clássica de”O Pecado Mora ao Lado”, em que o vento levanta seu vestido?

Noviça Rebelde – A moda molda um personagem. Basta assistir ao filme Noviça Rebelde. Vestidos longos, sobrepostos a camisetas e meia-calças compunham as vestimentas da noviça.

Atelier próprio
Méri Karoline Pereira da Silva, 23, diz que a moda expressa o modo de vida, preferências, status e cultura de alguém. A sua relação e paixão com a profissão começou ainda nova, quando cursava o fundamental. “Sempre gostei desse mundo e de desenhar, então nessa época juntei as duas coisas, fazendo desenhos relacionados à moda e criando roupas.” Atualmente com atelier e marca próprios, fruto do trabalho de conclusão, conta que tem aspirações na alta costura. “A marca foi criada para meu TCC e coloquei ela em prática após a graduação. Já faz um ano de atelier montado. Confeccionava vestidos de festa e outras roupas durante minha formação. Mas depois de graduada que realmente investi negócio próprio e na minha marca Affascinare!, que traduzido do italiano significa fascinar”, termina.

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