A existência do primeiro jornal data de 59 A.C. e nasceu de um desejo do imperador romano Júlio César. Tinha por objetivo informar o público sobre acontecimentos sociais e políticos e divulgar eventos.
No ano de 1447, o jornal passou a ser impresso, com a invenção da prensa. Mas as publicações periódicas ocorrem somente na primeira metade do século XVII.

No início do século XIX, os jornais se tornaram, definitivamente, o principal veículo de divulgação e recebimento de informações.

A existência do jornal resistiu à invenção do rádio, da televisão e da própria internet. E ele persiste na velha forma impressa em papel e é inegável sua importância para o registro da história em todos os seus momentos.

Isto o Jornal Ibiá faz melhor do que ninguém. Os assuntos trazidos não apenas informam e registram, mas aguçam a curiosidade, estimulam as conversas nos lares montenegrinos, nos cafés descompromissados entre amigos.

Através das suas incontáveis matérias, crônicas e colunas, os fatos e acontecimentos estão perpetuados. Fazem agora parte da história. Isto, por si só, já merece reconhecimento.

Mas o Jornal Ibiá tem sua própria história, muitas vezes desconhecida do grande público. Idealizado, escrito e muitas vezes distribuído pelas mãos da própria Mara e Lica, ultrapassou três décadas de existência; sobreviveu ao mercado disputado e que oferece concorrência desproporcional frente aos apelos das mídias digitais. A Mara e a Lica enfrentaram dias difíceis para o cumprimento de obrigações e a manutenção de uma estrutura que se agigantou para atender a demanda de um mercado ávido por informação, que foi cativado pela competência e perspicácia de suas fundadoras.

Por isso, o Jornal Ibiá não é apenas um meio de comunicação e informação, ou apenas uma empresa jornalística: já é parte do patrimônio cultural da cidade de Montenegro.

Karl Heinz Kindel
Presidente da ACI Montenegro/Pareci Novo

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